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Deputados em lados opostos na CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro

Dimas Gadelha (PT) e Altineu Côrtes (PL) reproduzem em Brasília a disputa política de São Gonçalo


Por Rodrigo Melo

Altineu e Dimas/Reprodução Instagram
Altineu e Dimas/Reprodução Instagram

Nesta quinta (26.abr.23) foi lida pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), no Congresso Nacional, o requerimento instalando oficialmente a Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) para investigar os ataques golpistas de 8 de janeiro (8J) na Praça dos Três Poderes.


E os parlamentares, tanto governistas quanto de oposição, já se posicionam dentro e fora da Comissão, na Câmara, Senado e redes sociais no que promete ser a maior "batalha de narrativas" da história das CPIs numa guerra que só deve terminar em outubro caso seja gasto o prazo final regimental.


Dois deputados federais com base em São Gonçalo posicionados em lados opostos já se manifestaram em relação ao tema. Altineu Cortes (PL) se atém apenas nos episódios do 8J apostando tudo na responsabilidade do então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, dos ataques a Planalto.



Segundo o parlamentar, em entrevista concedida esta semana e disponível em seu Instagram, Dias foi omisso nos ataques, mesmo tendo conhecimento deles antes de acontecerem. O ministro do GSI foi demitido do cargo após divulgação pela CNN de imagens em que o general da reserva aparece entre os vândalos no Palácio do Planalto após a invasão.


"Nós não podemos transferir para terceiros uma responsabilidade que é nossa. Se tem alguém em minha equipe que eu resolvi ficar, e se essa pessoa fizer uma atitude irresponsável, quem tem que responder sou eu", disse Altineu, que é liderança do PL na Câmara, mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.



O deputado Dimas Gadelha, que faz parte da base do governo Lula e principal adversário do prefeito de São Gonçalo, capitão Nelson Ruas (PL), aliado de Altineu, acredita que os golpistas serão identificados e condenados pelo "conjunto da obra" construída ao longo dos anos até culminar nos ataques terroristas contra a democracia no 8 de janeiro sob a liderança de Bolsonaro:


"Bolsonaro plantou o Golpe e colheu os ataques de 08/01. Espalhou mentiras sobre eleições, contra o STF, não admitiu o resultado e instalou o ódio. Ele é o idealizador e o #CapitãoDoGolpe que não deu certo. Ele e todos os terroristas precisam pagar pelos crimes", manifestou-se Dimas no seu Twitter. E complementa, indagando em cima de fatos já investigados pela Polícia Federal sobre o caso:


"Quem foi encontrado com uma minuta de golpe? Questionou as urnas? Não reconheceu o resultado das eleições? Fez operação com a PRF pra impedir votação onde Lula teve mais votos? Financiou acampamentos GOLPISTAS que reivindicavam a anulação de decisões democráticas?", finalizou.



Por ser um colegiado misto, a CPMI terá um número igual de deputados e senadores indicados por líderes, de acordo com a proporcionalidade dos blocos partidários. Ao todo, serão 32 parlamentares: 16 deputados e 16 senadores. O governo Lula deve garantir maioria, assim como o presidente e o relator da CPMI.


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