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Auditoria encontra 'relações interligadas' entre empresas de Douglas Ruas e Altineu Côrtes e caso chega à PGR

há 1 dia
2 min de leitura

Relatório da Controladoria aponta “circuito de relações interligadas” entre as famílias Ruas e Côrtes e põe sob lupa contratos de obras em São Gonçalo durante gestão de Douglas na Secretaria das Cidades


Douglas (esquerda) comandou a Secretaria das Cidades na gestão Cláudio Castro entre 2023 e 2026, período analisado pela auditoria/Foto: reprodução
Douglas (esquerda) comandou a Secretaria das Cidades na gestão Cláudio Castro entre 2023 e 2026, período analisado pela auditoria/Foto: reprodução

O Governo do Rio concluiu 30 auditorias sobre contratos que somam pelo menos R$ 2,6 bilhões, firmados durante a gestão Cláudio Castro. Os relatórios foram encaminhados aos órgãos de controle para aprofundamento das investigações. Um deles envolve diretamente o candidato ao governo Douglas Ruas (PL), ex-secretário estadual das Cidades, e o deputado federal Altineu Côrtes (PL). O caso chegou à Procuradoria-Geral da República (PGR) devido ao foro do parlamentar.


No relatório sobre a Secretaria das Cidades, a Controladoria-Geral do Estado identificou o que chamou de “circuito de relações interligadas” entre as famílias Ruas e Côrtes.


A Mineração Santa Edwiges, que tem entre os sócios um filho de Altineu, forneceu massa asfáltica utilizada por empresas contratadas pela secretaria. Parte do material abasteceu pelo menos cinco etapas de obras em São Gonçalo, no valor de R$ 4,9 milhões.


Ao mesmo tempo, a Saur, empresa da qual Douglas detém 90%, mantém negócio imobiliário com a Normandia Empreendimentos, ligada à família Côrtes. A auditoria destacou a coincidência temporal entre as relações empresariais privadas e os contratos públicos.


Outro ponto sob análise são contratos de recapeamento liderados pela FP Vieira Engenharia, que somam R$ 702 milhões. Um deles, assinado por R$ 99,7 milhões, recebeu aditivo de R$ 45,3 milhões apenas 17 dias após o início das obras, elevando o valor para R$ 144,9 milhões — acréscimo de 45,4%.


São Gonçalo aparece no centro das apurações. Em 2025, o município governado por Capitão Nelson, pai de Douglas, concentrava 55% dos investimentos realizados pela Secretaria das Cidades.


O relatório recomenda aprofundamento das investigações a partir do que foi encontrado na auditoria.


Douglas nega irregularidades e afirma que a secretaria não escolhe fornecedores das empresas contratadas. Altineu sustenta que a Santa Edwiges nunca participou de licitação estadual e comercializa apenas com empresas privadas.


Agora caberá aos órgãos competentes decidir se os elementos levantados administrativamente justificam novas medidas investigativas.


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