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MPRJ investiga Douglas Ruas por lavagem, peculato e crimes licitatórios

há 9 minutos
2 min de leitura

Procedimento criminal apura crescimento de empresas ligadas ao candidato e incorporou auditoria sobre R$ 702 milhões em contratos da Secretaria das Cidades


Douglas Ruas comandou a Secretaria estadual das Cidades; auditoria sobre R$ 702 milhões em contratos da pasta foi incorporada à investigação do MPRJ.
Douglas Ruas comandou a Secretaria estadual das Cidades; auditoria sobre R$ 702 milhões em contratos da pasta foi incorporada à investigação do MPRJ.


O Ministério Público do Rio (MPRJ) investiga Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado, por suspeitas de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O Procedimento Investigatório Criminal foi instaurado em julho pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça.


A investigação partiu de denúncia sobre possível conflito de interesses e enriquecimento ilícito. Diligências do MPRJ confirmaram o vínculo societário de Douglas com a Saur Construção, Terraplanagem e Locação e a DM Invest Consultoria e Participações. Segundo o procedimento, o crescimento patrimonial e financeiro das empresas coincidiu com a ascensão política de Douglas e com o período em que seu pai, Capitão Nelson, passou a comandar a Prefeitura de São Gonçalo.


Entre 2023 e 2025, escrituras de compra e venda envolvendo a Saur movimentaram R$ 12,23 milhões. Três imóveis adquiridos pela empresa somaram R$ 7,4 milhões, dois em Duque de Caxias e um em São Gonçalo. Este último aparece em sociedade com a Normandia Empreendimentos e Participações, ligada ao deputado federal Altineu Côrtes (PL), presidente estadual do partido. A parte relacionada ao parlamentar foi remetida à Procuradoria-Geral da República por causa do foro no STF.


O MPRJ incorporou à investigação uma auditoria sobre contratos celebrados quando Douglas comandava a Secretaria estadual das Cidades. O levantamento alcança R$ 702 milhões em contratos com consórcios liderados pela FP Vieira Engenharia. Em um deles, a empreiteira subcontratou a Mineração Santa Edwiges, da família de Altineu.


A investigação, porém, não concluiu que os R$ 702 milhões tenham sido desviados. A Procuradoria-Geral do Estado informou ao MPRJ que não encontrou pagamentos diretos do governo à Saur ou à DM Invest.


Douglas afirma que não foi chamado a prestar esclarecimentos, diz que as acusações são falsas e prevê o arquivamento do procedimento. Altineu afirma que a Santa Edwiges nunca forneceu diretamente para a Secretaria das Cidades ou qualquer órgão público.


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