Aos 96 anos, vítima de covid-19, sambista carioca Nelson Sargento se despede

Casado com Evonete Belizario, pai, avô e bisavô de uma grande família, Sargento era presidente de honra da Mangueira


De Brasil de Fato


Foto: Edinho Alves
Foto: Edinho Alves

No final da manhã desta quinta-feira (27), foi confirmada a morte do sambista carioca Nelson Sargento, aos 96 anos. Casado com Evonete Belizario, pai, avô e bisavô de uma grande família, Sargento era presidente de honra da Escola de Samba Mangueira e autor de diversos sucessos como “Agoniza, mas não morre”.


O sambista foi diagnosticado com o novo coronavírus na última sexta-feira (21), quando foi internado. Já na última quarta (26), a família autorizou sua intubação após piora do quadro.

Sargento recebeu a segunda dose da vacina contra a covid-19 em casa, em 26 de fevereiro. Além da idade avançada, Nelson sofreu com um câncer de próstata anos atrás.


Em agosto do ano passado, Sargento completou 96 anos e recebeu diversas homenagens. Na ocasião, o Brasil de Fato publicou um artigo dedicado ao sambista e escrito pelo pesquisador e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Luiz Ricardo Leitão.


No texto, Leitão relembra a história do sambista desde a infância até completar as 96 primaveras. Segundo o autor, a vida de Nelson se confunde com a própria história da Mangueira.


“Criada em abril de 1928 pela turma dos Arengueiros, ela traz consigo todas as marcas de um século de luta e resistência pela causa do samba. E o nosso luminoso aniversariante de 96 sublimes estações se tornaria um de seus griôs, preservando e transmitindo aos mais jovens os saberes, os cantos e os mitos da nação mangueirense”, diz trecho do texto.




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