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Candidatos 'bolsonaristas' de SG escondem Bolsonaro na campanha

19 de ago. de 2022
2 min de leitura

Candidatos do partido do presidente (PL) optaram por não usar sua imagem no material de divulgação eleitoral


Por Rodrigo Melo

Perfurado de campanha/Reprodução
Perfurado de campanha/Reprodução

A campanha para as eleições 2022, que começou oficialmente em todo o Brasil na terça (16), revela algumas surpresas e confirma tendências há muito observadas nos levantamentos eleitorais realizados pelos institutos de pesquisa: Jair Bolsonaro (PL) realmente está com o filme queimado entre o eleitorado e, por extensão, com os políticos do seu partido, com base em São Gonçalo, que concorrem a algum cargo eletivo esse ano.


Essa percepção é confirmada pelos próprios candidatos "bolsonaristas", que decidiram esconder o presidente, que tenta a reeleição, em seus materiais de campanha utilizados para angariar os votos dos eleitores gonçalenses nas ruas e nas redes sociais


Esse é o caso de Douglas Ruas (PL), filho do prefeito de São Gonçalo, Nelson Ruas (PL), candidato a deputado estadual, e do candidato à reeleição à Câmara Federal, Altineu Côrtes (PL), que optaram por não estampar a imagem do presidente em seus materiais de campanha.



Nos banners, bandeiras, perfurados e cards digitais, nada lembra a disputa nacional, nem as cores escolhidas para a formação da identidade visual da campanha, em tons azulados com fragmentos de coral e amarelho desbotado. Nada de "Brasil acima de tudo", parte do slogam que deu a vitória a Bolsonaro em 2018.


Outro que parece ter sacado Bolsonaro da campanha é o direitista Ricardo Pericar (PL). O ex-vice-prefeito e ex-subsecretário de Nelson Ruas, que postula mais uma vez uma vaga como deputado federal, e que tem como principal bandeira o lavajatismo-anticorrupção, deve ter motivos concretos em se afastar de um presidente que tem o governo envolvido até o talo com... corrupção!


Tudo muito diferente das eleições passadas, quando o bolsonarismo o levou à primeira suplência da Câmara pela legenda ícone do reacionarismo, o já extinto PSL.


Realmente, a política é muito dinâmica.

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