Flávio Bolsonaro: investigações levam senador do Banco Master ao ‘Careca do INSS’
Novos documentos da PF mostram senador negociando milhões com Daniel Vorcaro para o filme sobre Bolsonaro e revelam empresa de Flávio no mesmo endereço de negócios ligados ao operador do esquema do INSS

Flávio Bolsonaro aparece cada vez mais perto do centro dos dois grandes escândalos financeiros que sacudiram Brasília: o Banco Master e a fraude bilionária contra aposentados do INSS.
Documentos da Polícia Federal revelados nos últimos dias mostram que o senador negociava diretamente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recursos para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio cobrava pagamentos, participava das tratativas e acompanhava a produção. O projeto previa investimento de US$ 24 milhões.
As mensagens apreendidas no celular de Vorcaro também mostram a participação de Eduardo Bolsonaro na administração dos recursos destinados ao filme nos Estados Unidos. A circulação do dinheiro entrou no radar da investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Agora surgiu outro endereço no mapa.
A Bravo Grafeno, empresa de capacetes que tem Flávio Bolsonaro entre os sócios, está registrada na sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, Brasília. O mesmo endereço aparece no cadastro de pelo menos 16 empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como personagem central do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
E existe uma ponte contábil entre os negócios.
A Bravo Grafeno utiliza os serviços da Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre Caetano dos Reis. Ele é apontado como sócio de Antunes em uma offshore e também presta serviços ao escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro.
A Voga já havia aparecido nas investigações do Master. Notas fiscais emitidas pelo escritório de Flávio para empresas ligadas a Vorcaro traziam o e-mail da empresa de contabilidade.
O que emerge dos documentos é uma teia que conecta Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, o “Careca do INSS” e o mesmo núcleo contábil, passando por empresas, contratos, filme, offshore e movimentações financeiras no Brasil e nos Estados Unidos.
A pergunta agora é até onde vão essas conexões — e o que elas revelam sobre os negócios que aproximaram personagens de dois dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.
Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.









































































Comentários