Governo Nelson Ruas nomeia 13 professores, mas carência na rede ainda é de 650 docentes, aponta SEPE
- Jornal Daki

- há 7 horas
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A convocação de 13 aprovados em concurso, publicada nesta sexta-feira (4), é insuficiente para suprir o déficit de professores na rede municipal. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-SG), seriam necessários pelo menos 650 docentes para que o município cumprisse a lei do 1/3 de planejamento

A Prefeitura de São Gonçalo publicou nesta sexta-feira (4) a nomeação de 13 professores aprovados em concurso público para a rede municipal de ensino. As portarias 1432 a 1437/2026, assinadas pelo prefeito Nelson Ruas (PL), convocam candidatos para os cargos de Professor Docente I (Português, História, Matemática, Arte e Educação Física) e Professor Docente II (Educação Infantil), com efeitos a partir de 8 de setembro.
A convocação, no entanto, é insuficiente para suprir a carência de docentes nas escolas municipais, que vem sendo denunciada há anos por profissionais da educação e pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-SG). Segundo a entidade, seriam necessários cerca de 650 professores para que o município pudesse cumprir a lei do 1/3 de planejamento — que garante aos docentes um terço da carga horária para atividades extraclasse.
“Não existe um levantamento sobre isso. É difícil fazer porque entram e saem docentes o tempo todo. Mas o número que a gente tem é que seriam necessários, segundo a prefeitura, mais de 650 docentes para que o município cumprisse a lei do 1/3 de planejamento. Mas a alegação é que não existe dinheiro”, afirmou a direção do SEPE-SG.
A nomeação dos 13 professores, diante desse cenário, é como se fosse uma gota d'água num açude seco.
"A implosão do nosso plano de cargos e salários por esse governo deixou a carreira - que era uma das melhores no estado - menos atraente no município. Some-se a isso, o cenário de perseguição e degradação das escolas, muitas delas em áreas conflagradas e com barricadas, que fazem os docentes desistirem da matrícula", disse Matheus Guimarães, diretor do Sepe.
Paralelamente, o SEPE-SG acompanha no Ministério Público e na Justiça as ações abertas para que a prefeitura cumpra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que declarou inconstitucionais mais de 3 mil cargos comissionados criados pela Lei Municipal nº 1.416/2022. O tribunal determinou a exoneração dos ocupantes e a substituição por servidores efetivos.
A entidade denuncia que a manutenção de cargos comissionados em funções que deveriam ser ocupadas por concursados compromete a qualidade do serviço público e agrava o déficit de professores nas escolas.
"Seguimos pressionando a Prefeitura para que melhore nossas condições de trabalho e convoque todos os aprovados respeitando a lei", finaliza Guimarães.
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