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'Lindão', de pedra, vira vidraça e fica na defensiva depois do áudio flagrado no colo do Vorcaro

Deputado ironizou conversas com banqueiro e anunciou vídeos contra filho de Lula. Advogado de Fábio Luís questionou vazamentos seletivos e diferença de tratamento em investigações no STF


Foto: reprodução
Foto: reprodução

Áudios divulgados na quinta-feira (3) mostram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em uma das mensagens, de março de 2025, o parlamentar se retrata com Vorcaro após ter questionado publicamente o financiamento de um evento do Judiciário em Londres. Nikolas afirma que não teria feito a publicação se soubesse que havia ligação com o banqueiro, a quem chamou de “Dani”.


Após a divulgação dos áudios, Nikolas ironizou o caso, classificando-o como “pastel de vento”. Em resposta, anunciou que iniciará uma série de vídeos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.


Em contrapartida, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, criticou os vazamentos seletivos envolvendo seu cliente. Em entrevista, Carvalho desviou o foco para o caso “Dark Horse”, o filme sobre Jair Bolsonaro financiado por Vorcaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter recebido R$ 61 milhões do banqueiro para a produção.


“Tem tanta coisa pra aparecer. Nós temos 61 milhões de motivos pra pedir explicação”, afirmou Carvalho. O advogado questionou por que informações sobre o repasse a Flávio não vieram a público com a mesma intensidade. Ele também lembrou que Flávio prometeu esclarecer cada real gasto, mas não apresentou as contas.


Carvalho criticou ainda a proposta da PGR de enviar à primeira instância os inquéritos que envolvem Lulinha, argumentando que o empresário carrega “o peso de um sobrenome”. A defesa sustenta que, se não fosse filho do presidente, o caso já teria sido arquivado.


Ambos os casos estão sob relatoria do ministro André Mendonça no STF. Enquanto Nikolas tenta desviar o foco para opositores, a defesa de Lulinha cobra transparência e igualdade de tratamento nas investigações.


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