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Marqueteiro de Douglas atribui arrancada final a decisão do TSE sobre debate da Globo

há 5 horas
2 min de leitura

Paulo Vasconcelos diz que cancelamento do debate da Globo despertou “voto inconformado” e ajudou candidatos da direita nos últimos dias da campanha


Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Para o marqueteiro Paulo Vasconcelos, um movimento de última hora do eleitorado de direita ajudou a impulsionar as duas candidaturas na reta final do primeiro turno.
Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Para o marqueteiro Paulo Vasconcelos, um movimento de última hora do eleitorado de direita ajudou a impulsionar as duas candidaturas na reta final do primeiro turno.


O salto de Douglas Ruas (PL) na reta final da eleição para o governo do Rio teve uma ajuda vinda de Brasília, na avaliação do próprio marqueteiro da campanha. Paulo Vasconcelos atribui parte da arrancada do candidato à repercussão da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alterou as regras do último debate presidencial da TV Globo.


A decisão da ministra Estela Aranha impediu que a emissora mantivesse um púlpito vazio para representar Lula caso o presidente não comparecesse. Diante da mudança e do que classificou como insegurança jurídica, a Globo cancelou o debate. Para Vasconcelos, o episódio mexeu com uma parcela do eleitorado que estava “acomodada” e produziu um “voto inconformado” na reta final.


“Acho que a canetada de agora foi a Zambelli de 2022”, afirmou o publicitário à Folha, numa referência ao episódio em que Carla Zambelli perseguiu um homem armada, às vésperas do segundo turno presidencial daquele ano. Para Vasconcelos, desta vez o efeito ocorreu na direção contrária e favoreceu candidatos da direita.


O marqueteiro inclui Douglas entre os beneficiados pela onda final, ao lado de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e de candidaturas como as de Cleitinho, em Minas Gerais, e Sergio Moro, no Paraná. Trata-se da interpretação do estrategista da campanha, e não há como isolar o impacto da decisão do TSE sobre o comportamento do eleitor.


Vasconcelos também relativizou outro fator apontado para explicar o crescimento de Douglas: a força orgânica das redes sociais. Segundo ele, esse alcance tende a conversar com quem já está convencido. O instrumento mais eficiente teria sido o tráfego pago, capaz de direcionar mensagens para públicos específicos.


Douglas chegou à última semana atrás de Eduardo Paes nas pesquisas, mas terminou o primeiro turno na frente, com 49,27% dos votos válidos. Para o homem que comandou sua comunicação, a virada de ambiente nos últimos dias ajudou a produzir um resultado que as pesquisas não captaram.


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