Segurança, moradia e saúde são as maiores prioridades para moradores de favelas em 2026
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Segurança, moradia e saúde são as maiores prioridades para moradores de favelas em 2026

Pesquisa do Data Favela foi feita com 4.471 entrevistados


Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Moradores de favelas brasileiras apontam segurança, moradia e acesso à saúde de qualidade como as grandes prioridades para 2026, segundo a pesquisa “Sonhos da Favela”, realizada pelo Data Favela nas cinco regiões do país, com destaque para comunidades no Rio de Janeiro e em São Paulo.


O estudo ouviu 4.471 pessoas com mais de 18 anos entre 11 e 16 de dezembro de 2025, em comunidades de diferentes portes e realidades urbanas.


A pesquisa revela que, apesar de uma população majoritariamente jovem, negra e trabalhadora com planos concretos para o futuro, os desafios estruturais ainda moldam fortemente o cotidiano nas favelas, incidindo sobre temas que vão da educação à segurança pública.


Quando perguntados sobre os principais desejos para o futuro da família em 2026, a melhora das condições de moradia liderou as respostas (31%), seguida pela busca por serviços de saúde de melhor qualidade (22%), a entrada dos filhos na universidade (12%) e a segurança alimentar (10%).


Esses resultados refletem preocupações ligadas à dignidade básica e à perspectiva de bem-estar das famílias.


O levantamento também destacou que os moradores esperam transformações na infraestrutura territorial: saneamento básico, educação, saúde e transporte estiveram entre as principais demandas quando questionados sobre melhorias nas áreas onde vivem.


Além das questões socioeconômicas e de serviços públicos, o estudo mostrou que muitos entrevistados percebem desafios relacionados a raça e gênero, com grande parte afirmando que a cor da pele impacta nas oportunidades de trabalho.


Em relação à segurança pública, uma parcela significativa declarou não confiar nas instituições tradicionais de proteção, enquanto outros variam entre sensação de insegurança ou segurança com a presença policial.


Segundo os organizadores, ouvir os moradores da favela “não é só fazer pesquisa, é reconhecer vozes que muitas vezes ficam à margem e influenciar políticas públicas que podem transformar essas realidades”.


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