Somos 'águias' ou 'galinhas'?
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Somos 'águias' ou 'galinhas'?

Por Rofa Rogério Araújo 


Foto: reprodução
Foto: reprodução

Existe um livro do teólogo Leonardo Boff chamado “A Águia e a Galinha” que é uma metáfora sobre a condição humana que aborda a dualidade entre acomodação e potencial elevado. A fábula conta que uma águia, criada entre galinhas ainda filhote, até que um naturalista a faz enxergar sua verdadeira natureza, desafiando-a a voar alto, simbolizando a necessidade de superar limitações. 


Essa metáfora muito nos leva à reflexão a respeito, da dimensão galinha que representa a inserção no mundo concreto, a rotina, o comodismo e as limitações impostas pelo meio ambiente e apenas o “ciscar” pelo mundo o que encontra pelo caminho, não levando à caça ou procura de algo melhor, aceitando sua condição passivamente. Aliás, diga-se de passagem, certa vez assisti um vídeo de alguém lançando uma galinha do alto de prédio e, simplesmente, ela voou e não se esborrachou no chão ao lembrar dessa sua capacidade esquecida.


E, ao mesmo tempo, a dimensão de águia que representa todo o potencial humano, os sonhos, a coragem, a espiritualidade e a vontade de crescer e voar alto. Não é apenas se conformar onde foi colocado o filhote no meio de uma outra raça animal, mas descobrir sua real natureza. E como tem muitos que parecem não descobrir durante sua vida inteira...

A lição de Boff argumenta que fomos criados para voar (como águias), mas, frequentemente somos condicionados a viver “ciscando” (como galinhas). A obra convida a assumir a própria natureza, superar o medo e “abrir as asas” e voar rumo a um destino bem melhor e rumo ao infinito até então não experimentado ou mesmo pela prisão real ou imaginário que pode ser imposto pelos outros ao nosso redor. 


Essa obra do autor foi lançada pela Editora Vozes, sendo uma reflexão bem atual sobre a liberdade e a transformação pessoal pra lá de necessária e que muitas vezes e deixada de lado e quando a pessoa percebe, está no fim da vida e nada viveu como deveria. 


Num os trechos do livro, Boff afirma: “O arquétipo da síntese comporta a união dos opostos: – Não só a águia, mas também a galinha. – Não só a galinha, mas também a águia. – Não só a águia na galinha, mas também a galinha na águia. – Não só assumir a galinha-águia, mas também saber quando enfatizar a águia na galinha e quando a galinha na águia”. 


O autor incentiva que cada pessoa liberte a “águia” que habita dentro de si, recusando-se a viver apenas na mediocridade do galinheiro. E como isso é algo bem peculiar na vida de muitos que conhecemos. Pessoas que tem potencial, mas não o utilizo. E pode ser algo interno, mas externo que impede sua descoberta e seu crescimento por ciúmes, inveja de superar quem está ao redor. Isso vale para a vida profissional, acadêmica, emocional e pessoal. Todas as áreas podem ter “águias” do meio das “galinhas”.


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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo. 


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