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Tenho todo o direito de achar o Neymar um babaquara

Por Helcio Albano

Fazendo o número da besta/Foto: Reprodução TikTok
Fazendo o número da besta/Foto: Reprodução TikTok

O Neymar é uma fábrica de fazer dinheiro. Não, não estou me referindo ao jogador, o "menino Ney", mas ao seu pai. O responsável, segundo Renê Simões, por transformar o filho - além de uma máquina midiática de multiplicação de euros e dólares - num monstro.


O caráter duvidoso e as preferências políticas do "menino" de 30 anos não me interessam. Embora admita que sim, que tais predicados possam influenciar em minha avaliação e possível má vontade com o rapaz de Mogi das Cruzes - terra do Valdemar Costa Neto.


O lance é o seguinte: Neymar Jr., com toda a sua habilidade e carisma, jamais foi decisivo numa conquista da Seleção Brasileira.



Não tiro de meu orifício meridional essa afirmação. Mas dos fatos, cristalinos, pra quem quiser ver. De 2013 pra cá, foram cinco competições realmente importantes com sua badalada presença. Três em que a seleção foi campeã (Confederações, Olimpíadas e América) e dois fiascos mundiais.


Entre eles, o maior de todos os fiascos em 2014, no Brasil, e o constrangimento patético de 2018, na Rússia.


Nas conquistas, o ex-"menino da Vila" foi irrelevante e, nas derrotas, uma decepção em forma de vexame.


Talvez pelo peso da idade do "menino", Tite tenha resolvido recuá-lo e deixar a responsa pra quem realmente decide, como Vinícius Jr. e, principalmente, Richarlison.


Com Neymar fora, a tendência é a entrada de Rodrygo ou Paquetá em seu lugar, dando solidez e velocidade àquele setor de criação.


Bora, Brasil!


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.


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