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PF prende mãe e irmão de Oruam em ação contra internet do CV e apreende santinhos de Canella

há 30 minutos
3 min de leitura

Operação Backbone cumpre 23 mandados de prisão e mira esquema que impunha provedores controlados pelo tráfico nos complexos do Alemão, Penha e Chapadão; material de campanha do deputado preso na semana passada foi encontrado na casa de um dos investigados


Fotos/reprodução
Fotos/reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (19) a Operação Backbone para desarticular um esquema de imposição de monopólio de serviços de internet atribuído ao Comando Vermelho (CV). Entre os presos estão Márcia Gama e Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca, mãe e irmão do trapper Oruam. O vereador do Rio Fabio Silva (Podemos) também foi detido, localizado em Londrina, no Paraná.


Os mandados de prisão foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação incluiu ainda um mandado contra Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, pai de Oruam. Como ele já estava preso, a ordem foi cumprida na unidade prisional. Não há informações sobre envolvimento do músico na ação.


Segundo a PF, o objetivo é desarticular a estrutura de provedores controlada pelo tráfico nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Essas empresas também eram usadas para lavar dinheiro para a facção.


Até a última atualização, 19 dos 23 mandados de prisão preventiva haviam sido cumpridos. Também foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão em municípios como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé.


A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas, que tiveram as atividades suspensas. Entre elas estão provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas de fachada.


De acordo com a investigação, traficantes armados cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares para eliminar a concorrência e obrigar moradores e comerciantes a contratar a “internet do tráfico”.


Os provedores autorizados pela facção pagavam uma “tarifa” mensal pelo direito de operar. Registros contábeis indicam que, em um único mês, a cobrança pelo serviço respondeu por mais de 40% de toda a arrecadação do grupo no Complexo da Penha.


As apurações mostram ainda que Marcinho VP, preso há quase três décadas, continua controlando as atividades empresariais nesses territórios, junto com familiares e outras lideranças.


Santinhos de Canella


Durante as buscas da Operação Backbone, a PF apreendeu “santinhos” do deputado federal eleito Márcio Canella (União Brasil-RJ) na casa de um dos investigados por ligação com o monopólio de internet do CV.


A apreensão ocorreu em uma residência no condomínio Quinta do Rio, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A casa pertence ao responsável por um dos provedores investigados.


Os panfletos não traziam o número do candidato, mas um QR Code que direcionava para uma página de links do político e um pedido de voto para ele e para Antonio Rueda, eleito deputado federal. Canella foi preso na quinta-feira (15) em outra investigação da PF, que apura o uso de uma rede de 96 postos de combustíveis para lavagem de dinheiro.


s duas operações integram investigações da PF sob a ADPF 635, que determinou a apuração de relações entre agentes públicos e facções criminosas.


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