Polícia prende homem que se passava por delegado no Recreio
Suspeito fingia esquecer a carteira para sair sem pagar abastecimentos; ele foi encontrado armado com pistola .40

Homem foi preso, nesta quarta-feira (28), por se passar por delegado da Polícia Civil e aplicava golpes em postos de combustível no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Com Silvio Cesar Ferreira de Novaes Alves, agentes encontraram uma pistola calibre .40.
Segundo a Polícia, a prisão aconteceu após o gerente de um posto denunciar que o homem havia abastecido o veículo e saído sem pagar. O caso ocorreu em 4 de setembro, na Avenida das Américas, quando Silvio teria se apresentado como delegado e alegado que teria esquecido a carteira na delegacia, prometendo retornar para quitar a dívida.
Para dar credibilidade à história, ele deixou um celular antigo como garantia. Dezoito dias depois, sem que o suposto policial voltasse ao estabelecimento, o gerente procurou a delegacia. Ao conversar com funcionários de outros postos, descobriu que a mesma estratégia teria sido utilizada em outras duas ocasiões. Um dos episódios ocorreu em 24 de agosto, também na Avenida das Américas, enquanto o terceiro teria acontecido cerca de dois meses antes.
A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dele, mas a Justiça negou o pedido. Apenas foi autorizado o mandado de busca e apreensão na casa dele. Na manhã desta quarta-feira, agentes aguardaram a saída do suspeito do condomínio onde mora e realizaram a abordagem. Ao desembarcar do veículo, ele acabou flagrado com a pistola na cintura e recebeu voz de prisão.
Na sequência, os policiais foram até a casa do investigado para cumprir o mandado judicial. No local, apreenderam a arma calibre .40, três carregadores, 35 munições intactas, um distintivo de segurança privada e um coldre.
Autuado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e indiciado por furto mediante fraude, o investigado será encaminhado à audiência de custódia.
A 42ª DP pede que possíveis vítimas do estelionatário compareçam à unidade para registrar queixa.
*Com informações O Dia
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