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Crise em Maricá chega à polícia após denúncia de ameaças entre vereadores do PT

há 58 minutos
2 min de leitura

Líder do governo Quaquá acusa presidente da Câmara de ameaçá-lo; Aldair nega e parte para o ataque. Disputa pelo comando do Legislativo acirra rompimento entre antigos aliados


Hadesh e Aldair de Linda/Foto: reprodução
Hadesh e Aldair de Linda/Foto: reprodução

A guerra política em Maricá ganhou contornos policiais. O vereador Hadesh (PT), líder do governo Washington Quaquá na Câmara, afirmou nesta terça-feira (13) que foi intimado a comparecer à 82ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos sobre supostas ameaças à sua vida atribuídas ao presidente do Legislativo, Aldair de Linda (PT). O episódio aprofunda o rompimento entre dois grupos que, até recentemente, dividiam o comando político da cidade.


Em vídeo publicado nas redes sociais, Hadesh afirmou que passou a temer pela própria segurança. Disse que sempre circulou livremente por Maricá, mas agora precisa de carro blindado e escolta. Sem apresentar provas das ameaças, acusou adversários de agirem como se fossem donos da cidade.


Aldair reagiu com outro vídeo. Negou ter ameaçado o parlamentar e afirmou que Hadesh já utilizava carro blindado e segurança havia meses. Chamou o adversário de "vagabundo" e o acusou de nunca ter trabalhado fora da política. Também responsabilizou o vereador e Quaquá por demissões na administração municipal, sem apresentar documentos que comprovassem as acusações.


A troca de ataques ocorre uma semana depois de Aldair anunciar seu rompimento com Quaquá, encerrando uma aliança de mais de 16 anos. A ruptura começou a se aprofundar durante as eleições, quando o presidente da Câmara apoiou a candidatura do filho, Allyson Elias, à Assembleia Legislativa, enquanto o prefeito priorizou Zeidan. Ambos foram eleitos deputados estaduais, mas a disputa deixou feridas abertas.


Agora, o confronto tem como alvo a presidência da Câmara. Aldair ocupa o cargo desde 2017 e enfrenta a possibilidade de perder o comando da Casa na eleição marcada para 2 de dezembro. Hadesh é apontado como possível candidato apoiado por Quaquá.


A divisão também apareceu no plenário. Na terça-feira, uma moção de aplausos ao ex-prefeito Fabiano Horta foi rejeitada por 13 votos a três. Aldair apoiou a homenagem; Hadesh votou contra.


As supostas ameaças ainda não foram comprovadas. Tampouco foi esclarecido oficialmente o conteúdo da intimação policial mencionada por Hadesh. O que já está exposto é o tamanho do racha no PT de Maricá: antigos aliados disputam o controle da Câmara enquanto trocam acusações públicas que ultrapassaram os limites do debate parlamentar.


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