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Justiça torna réus mais oito PMs por irregularidades na Operação Contenção

há 2 minutos
2 min de leitura

Policiais são acusados de invasão de domicílio, furto e desobediência durante ação que deixou 122 mortos nos complexos da Penha e do Alemão


Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas durante a Operação Contenção/Foto: Wikimedia Commons
Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas durante a Operação Contenção/Foto: Wikimedia Commons


A Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro aceitou três denúncias do Ministério Público estadual (MPRJ) contra oito policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital. Os agentes passam à condição de réus em processos criminais por supostas irregularidades cometidas durante a ação policial, que deixou 122 mortos.


Segundo o MPRJ, as acusações incluem invasão de domicílio, furto e desobediência. Parte dos episódios investigados envolve a retirada ou obstrução de câmeras corporais que deveriam registrar a atuação dos policiais. As denúncias foram elaboradas a partir da análise de imagens e outros elementos reunidos durante as investigações.


Com os novos processos, chega a 17 o número de policiais militares denunciados pelo Ministério Público em seis ações relacionadas à operação. O órgão também examina mais de 3.600 horas de gravações produzidas pelas câmeras corporais utilizadas pelos agentes.


A Operação Contenção mobilizou forças de segurança estaduais nos complexos da Penha e do Alemão e se tornou uma das ações policiais mais letais da história do Rio de Janeiro. A dimensão das mortes provocou questionamentos sobre a atuação dos agentes, o cumprimento dos protocolos operacionais e a preservação das provas.


As novas denúncias tratam de condutas específicas atribuídas aos policiais, não representando, por si só, uma conclusão judicial sobre a legalidade de toda a operação.

O recebimento das denúncias significa que a Justiça considerou haver elementos suficientes para abrir os processos criminais. Os policiais terão direito à defesa e à produção de provas. Ainda não houve condenação.


As investigações prosseguem, inclusive com a análise dos registros das câmeras corporais, que poderão fundamentar novas medidas do Ministério Público.


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