Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e mantém Andrei como chefe da PF
Presidente do STF agiu para conter conflito institucional e evitar sobreposição de procedimentos entre ministros. Crise teve origem na divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Fachin afirmou que a sequência de decisões entre ministros criou um cenário de conflito institucional e sobreposição de procedimentos.
A crise teve início em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF produzido a partir do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O documento reunia 52 mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, com referências ao procurador-geral Paulo Gonet e a Andrei Rodrigues.
Em seguida, a PF passou a registrar críticas à atuação de Mendonça, apontando que ele teria determinado uma investigação dirigida contra pessoas específicas. Moraes encaminhou a Fachin pedido de investigação contra Mendonça por supostos indícios de improbidade e abuso de autoridade.
Em 8 de setembro, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A AGU recorreu a Fachin contra a decisão. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos dois, argumentando que o Partido Novo não tinha legitimidade para pedir o afastamento.
Com a suspensão de Fachin, Andrei Rodrigues e Leandro Almada permanecem nos cargos. A sucessão de decisões expôs uma disputa incomum dentro do STF sobre os limites da atuação de ministros e a condução de investigações envolvendo autoridades com foro.
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