top of page

Afastamento de Andrei por Mendonça pode ter atrapalhado nova operação da PF no Rio

há 2 horas
2 min de leitura

Ministro decretou nesta terça (8) afastamento de ofício do policial; ação foi revertida hoje por Flávio Dino


Foto: divulgação
Foto: divulgação


“Hoje é dia de bandido comemorar?”


A pergunta feita pelo jornalista Otávio Guedes, durante a crise provocada pelo afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, talvez mereça ser repetida agora.

A decisão de André Mendonça não atingiu apenas o diretor-geral da PF. Leandro Almada, responsável pela Inteligência Policial, também foi afastado. De uma hora para outra, os dois principais responsáveis pela condução e pelo fluxo estratégico de informações da instituição estavam fora de cena.


E o que poderia acontecer nesse intervalo?


Flávio Dino tratou de desfazer o afastamento e reintegrar os dois. Mas a pergunta permanece: o que estava acontecendo na Polícia Federal enquanto sua cadeia de comando era abruptamente alterada?


Enquanto isso, uma informação divulgada nesta quarta-feira acrescentou um ingrediente particularmente interessante à história. Segundo reportagem do Diário do Centro do Mundo, Flávio Bolsonaro demonstrava preocupação com possíveis investigações e operações da Polícia Federal no Rio de Janeiro.


Quais operações estavam previstas? Quais diligências dependiam da atuação coordenada da direção e da Inteligência? Havia alguma ação programada para o Rio nos dias seguintes?

As perguntas ficam ainda mais sugestivas quando se recorda o artigo publicado recentemente no Jornal Daki sobre o “Danúbio” que poderia ter interrompido o avanço de investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro: as eleições de 2026.


Agora surge outro possível obstáculo no caminho.


Operações policiais não são improvisadas. Exigem planejamento, inteligência, sigilo e, sobretudo, surpresa. Dependendo do que estava na agenda, algumas horas podem representar uma eternidade.


Tempo para apagar rastros.


Tempo para retirar documentos.


Tempo para esvaziar um endereço.


Tempo para avisar alguém.


Talvez por isso a frase de Otávio Guedes tenha causado tanto impacto.

Porque, quando a cúpula da Polícia Federal é afastada em meio a investigações sensíveis, a pergunta não é apenas quem perdeu o comando.


A pergunta realmente importante é: quem ganhou tempo?


E, na política, certas coincidências costumam ser apenas coincidências até o momento em que deixam de ser.


Nos siga no Instagram AQUI e BlueSky AQUI.

Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.

 

Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.



Comentários


POLÍTICA

KOTIDIANO

CULTURA

TENDÊNCIAS
& DEBATES

telegram cor.png
bottom of page