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'Rio Card é máfia dos ônibus', disse Paes, que não descarta estatal para gerir o transporte metropolitano

há 4 horas
2 min de leitura

Candidato do PSD ao governo do RJ promete tirar gestão do sistema das mãos das empresas e criar empresa pública se concessões falharem


Eduardo Paes conversa com uma eleitora na Pavuna/Foto: reprodução
Eduardo Paes conversa com uma eleitora na Pavuna/Foto: reprodução


Em agenda de campanha na estação do metrô da Pavuna, na Zona Norte do Rio, o candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), fez duras críticas ao atual modelo de gestão do transporte público fluminense. Acompanhado de aliados, o ex-prefeito defendeu uma licitação para implantar um novo sistema de bilhetagem eletrônica metropolitana, nos moldes do Jaé, e rechaçou a permanência do controle atual nas mãos das empresas de ônibus.


“Vamos fazer uma licitação. O que não vai ficar é na mão de empresa de ônibus, isso eu garanto. O RioCard, na prática, significa máfia dos ônibus, na mão deles não vai ficar”, afirmou Paes, em uma referência direta à influência do setor sobre o sistema de transporte.


O candidato também pontuou a possibilidade de criar uma estatal de transportes para assumir a gestão das linhas caso as concessionárias privadas não entreguem um serviço de qualidade à população.


“Se for necessário, nós criaremos uma empresa para o transporte público, senão nós vamos ficar na mão da massa de empresários”, acrescentou. A declaração reforça o tom de confronto com o que ele chama de "máfia" e sinaliza uma disposição de intervir diretamente no setor.


Questionado sobre a renovação da frota de trens, Paes enfatizou a necessidade de reorganizar as finanças estaduais para atrair linhas de crédito e recursos para investimentos prioritários. “Tenho certeza que com a nossa capacidade de organizar as contas, como fizemos na prefeitura, os recursos virão para esse investimento”, destacou.


Ao final do encontro com passageiros e feirantes, o candidato reiterou que não fará alianças com grupos ligados à criminalidade ou a esquemas de corrupção. A fala ocorre em meio a denúncias sobre a influência de milícias e do crime organizado no transporte público do Rio de Janeiro.


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