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Mendonça afasta diretor da PF que prendeu Vorcaro, investigou INSS e foi pra cima da Faria Lima

Sob o comando de Andrei Rodrigues, a PF prendeu o dono do Banco Master, elucidou o caso Marielle e revelou um esquema bilionário de descontos ilegais no INSS. O afastamento, determinado pelo ministro André Mendonça, ocorre em plena campanha eleitoral e no auge da crise provocada pelas revelações do celular de Daniel Vorcaro


Brasília (DF) 18/06/2024 O diretor geral da PF, Andrei Rodrigues. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Brasília (DF) 18/06/2024 O diretor geral da PF, Andrei Rodrigues. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do chefe da Diretoria de Inteligência, Leandro Almada. A decisão tira da chefia da corporação o homem cuja gestão, iniciada em janeiro de 2023, acumulou algumas das investigações de maior repercussão política, econômica e criminal do país.


Foi sob o comando de Andrei que a PF deflagrou a Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro havia tentado, antes de ser preso, acionar interlocutores com acesso ao próprio diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.


A investida não impediu a operação. Vorcaro acabou preso, e seu celular se transformou em um mapa de suas relações com integrantes dos poderes político, econômico e Judiciário. O material encontrado está na origem da crise que hoje envolve Mendonça, Alexandre de Moraes e a própria direção da PF.


A gestão de Andrei também foi marcada pela elucidação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Em março de 2024, a PF chegou a Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa, presos na Operação Murder Inc. Além disso, a corporação revelou a dimensão do esquema de descontos associativos sem autorização sobre aposentadorias e pensões do INSS.


A Operação Sem Desconto identificou R$ 6,3 bilhões em descontos realizados entre 2019 e 2024 e atingiu a cúpula do instituto.


Ao afastar Andrei, Mendonça passou por cima do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a quem a PF é subordinada. A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar a decisão, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista, suspendendo o julgamento.


O afastamento ocorre em plena campanha eleitoral, no auge da crise provocada pelas descobertas feitas no celular de Daniel Vorcaro.


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