Flávio estaria em voo para EUA cancelado por autoridades na Argentina, diz TV; senador não se pronuncia
Aeronave particular com o nome do senador na lista de passageiros estava no aeroporto de Puerto Iguazú e teve o plano de voo cancelado; governo argentino nega a entrada do parlamentar no país

Um avião particular foi impedido de decolar no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, na noite desta segunda-feira (26), sob suspeita de que estaria levando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo canal local TN.
Segundo a emissora, a aeronave tinha quatro passageiros e três tripulantes, e o nome de Flávio Bolsonaro constava na lista de embarque. O plano de voo, que teria como destino os Estados Unidos, foi cancelado. Autoridades impediram o acesso da imprensa ao local, alegando “questões de segurança”, e a polícia permanece no aeroporto.
Mais cedo, o jornal argentino Infobae havia noticiado que Flávio teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina, usando o documento nacional de identidade, e seguiria para os EUA em um voo particular. Dados de plataformas de rastreamento aéreo, como FlightRadar e FlightAware, mostram que o jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertence à empresa Baires Fly SA e pousou em Puerto Iguazú às 23h41 de segunda, após partir de Buenos Aires às 22h14. A aeronave não registrou nova decolagem.
O governo da Argentina, por meio da Casa Rosada, negou que Flávio tenha entrado no país. Em nota, a Direção Nacional de Migrações afirmou que não há registro da chegada do parlamentar ao território.
“Devido à escalada midiática pela presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguaçu, as autoridades procederam a iniciar os controles correspondentes à aeronave e à tripulação. Finalmente, constatou-se que a documentação da empresa está em ordem e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro”, declarou o governo local.
Aliados de Flávio não conseguem contatá-lo nesta terça-feira (27). As últimas conversas do senador com pessoas próximas e advogados ocorreram na segunda-feira. A situação ocorre após a derrota de Flávio para Lula (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25).
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