PF investiga suspeita de fraude em concurso da UFRJ com 243 vagas e cumpre 13 mandados no Rio
Operação Gabarito foi deflagrada nesta quarta-feira (21) após organizadora identificar padrões suspeitos nas respostas de candidatos; investigação apura possível esquema coletivo para manipular resultados

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), a Operação Gabarito para investigar suspeitas de fraude no concurso público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado em março deste ano. Os agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensão nos bairros de Bangu, Realengo e Taquara, na cidade do Rio de Janeiro.
As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A investigação começou após o Instituto Selecon, responsável pela organização do concurso, encaminhar uma notícia-crime apontando padrões suspeitos nas respostas das provas de diversos candidatos.
Segundo a Polícia Federal, as semelhanças identificadas levantaram a suspeita de um esquema coletivo destinado a fraudar os resultados do concurso e beneficiar determinados participantes. A investigação busca identificar os envolvidos e esclarecer como a possível fraude teria sido executada.
O concurso foi aberto em dezembro de 2025 para preencher 243 vagas de técnico-administrativo em educação, destinadas a profissionais de níveis médio e superior. As provas objetivas e discursivas foram aplicadas no início de março de 2026.
Entre os cargos oferecidos estavam assistente em administração, técnico de laboratório, técnico de tecnologia da informação, administrador, assistente social, psicólogo, engenheiro, médico e nutricionista.
Os vencimentos básicos previstos no edital eram de R$ 3.029,90 para cargos de nível médio e R$ 4.967,04 para nível superior. As vagas contemplavam unidades da UFRJ no Rio de Janeiro, em Duque de Caxias e em Macaé.
Investigados podem responder criminalmente
Os suspeitos poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público, previsto no artigo 311-A do Código Penal, com pena de um a quatro anos de reclusão e multa. A pena pode ser agravada em determinadas circunstâncias, como a ocorrência de dano à administração pública.
A Polícia Federal também investiga a possibilidade de outros crimes relacionados ao caso.
Até o momento, não há confirmação de prisões nem informação oficial sobre o número de candidatos investigados. Também não foi anunciado o cancelamento do concurso.
A UFRJ foi procurada pela imprensa para comentar a operação, mas ainda não havia apresentado posicionamento na atualização consultada.
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