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Formação do novo governo Lula pode abrir vagas para suplentes da esquerda no Rio

há 25 minutos
3 min de leitura

Federação Brasil da Esperança elegeu oito deputados federais no estado. Entre os eleitos e os que ficaram na suplência, há ex-ministros, dirigentes públicos e nomes com experiência para ocupar cargos no Executivo federal


Por Helcio Albano


Fotos: reprodução
Fotos: reprodução

A montagem do quarto governo Lula pode provocar mudanças na bancada federal do Rio de Janeiro antes mesmo da posse dos deputados eleitos. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que conquistou oito das 46 cadeiras do estado na Câmara, reúne nomes com experiência em ministérios, autarquias e órgãos federais. Eventuais convites para integrar o Executivo poderão abrir espaço para suplentes que não conseguiram se eleger em outubro.


O cenário ganha importância após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) publicar, nesta terça-feira (27), novas regras para acelerar o julgamento das prestações de contas eleitorais. O Ato nº 339/2026 estabelece prioridade para a análise das contas dos três primeiros suplentes de cada partido ou federação, depois do julgamento das contas dos eleitos. A justificativa considera a possibilidade de parlamentares assumirem cargos no Executivo.


Entre os deputados eleitos pela federação no Rio estão Marcelo Freixo, Anielle Franco e Nísia Trindade. Freixo presidiu a Embratur, enquanto Anielle e Nísia comandaram, respectivamente, os ministérios da Igualdade Racial e da Saúde. A experiência administrativa dos três os coloca entre os nomes com perfil para voltar ao governo, embora não haja confirmação de negociações envolvendo suas possíveis nomeações.


Lindbergh Farias e Jandira Feghali também integram a bancada, ao lado de Elias Jabbour, Fabiano Horta e Diego Quaquá. As trajetórias dos parlamentares permitem cogitar indicações para funções políticas e administrativas, mas não há informação confirmada de que estejam sendo negociadas.


A movimentação ocorre enquanto Lula avalia a permanência de ministros e a incorporação de aliados que participaram da campanha presidencial ou foram derrotados nas urnas. Nomes como Fernando Haddad, Camilo Santana e Gleisi Hoffmann aparecem nas articulações nacionais. A composição do ministério também dependerá das negociações com partidos de centro.


Suplentes também podem entrar no governo

A primeira suplente da Federação Brasil da Esperança no Rio é Tainá de Paula (PT), que recebeu 59.551 votos. Em seguida aparece Léo Picciani (PV), com 56.757. Também estão na relação Reimont, Dimas Gadelha, Bandeira de Mello e Celso Pansera.


Pansera, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Picciani, ex-ministro do Esporte, possuem experiência administrativa que pode pesar em eventuais indicações para o Executivo federal.


Em São Gonçalo, outro nome que pode entrar nas articulações é o de Dimas Gadelha (PT), quarto suplente da federação. Médico sanitarista, ex-secretário municipal de Saúde e especialista em gestão de sistemas e serviços de saúde pela Fiocruz, Dimas reúne experiência administrativa e parlamentar que o credencia para funções de direção no Ministério da Saúde.


Sua trajetória no Sistema Único de Saúde (SUS) permite cogitar uma indicação para secretaria nacional ou outro posto estratégico da pasta, independentemente de sua posição na suplência. Até o momento, entretanto, não há informação confirmada sobre convite ou negociação envolvendo seu nome.


A distribuição de cargos não se limita aos ministérios. Presidências de autarquias, fundações e empresas públicas, além de secretarias nacionais e superintendências regionais, também poderão integrar as negociações políticas.


Por enquanto, não há anúncio oficial de que algum dos deputados eleitos pela federação no Rio será convidado a integrar o novo governo. Mas especulações correm soltas nos bastidores. Até nomes de aliados fora da federação são cogitados para participar do Lula 4, como é o caso do deputado Otoni de Paula (PSD-RJ), que ocuparia uma função de interlocução com o público evangélico.


As primeiras escolhas de Lula para o novo mandato deverão mostrar se a bancada fluminense começará a legislatura com os mesmos nomes escolhidos nas urnas e se candidatos que ficaram na suplência encontrarão espaço na administração federal.


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