top of page

Lula aciona TSE contra Flávio por distribuição de criptomoedas em troca de propaganda eleitoral

há 5 horas
2 min de leitura

Projeto B22 oferece ativos digitais a usuários que divulgam conteúdos favoráveis ao candidato do PL; campanha petista aponta abuso econômico e possível compra de votos


Projeto B22 distribui criptomoedas a usuários que divulgam conteúdos associados ao voto em Flávio Bolsonaro; campanha de Lula pede investigação à Justiça Eleitoral.
Projeto B22 distribui criptomoedas a usuários que divulgam conteúdos associados ao voto em Flávio Bolsonaro; campanha de Lula pede investigação à Justiça Eleitoral.


A campanha do presidente Lula (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Procuradoria-Geral Eleitoral para investigar um esquema de distribuição de criptomoedas a usuários que divulgam conteúdos favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa, revelada pela Folha de S.Paulo, oferece ativos digitais que podem se valorizar financeiramente, associando a divulgação eleitoral a uma possível recompensa econômica.


O projeto, denominado Brasil 22 Token (B22), foi lançado na terça-feira (6). Para receber as criptomoedas, os participantes são incentivados a publicar mensagens sobre a iniciativa nas redes sociais e informar o endereço de suas carteiras digitais.


A divulgação também envolve um perfil do Instagram com quase 13 milhões de seguidores, ligado a crianças de Uganda. Em um vídeo com mais de 1,2 milhão de visualizações, elas aparecem usando camisetas do projeto e pedindo votos para Flávio Bolsonaro. Segundo os organizadores, parte dos recursos seria destinada à construção de moradias para as crianças.


A campanha petista sustenta que a iniciativa configura propaganda eleitoral remunerada irregular e pode caracterizar abuso de poder econômico e compra de votos. No TSE, pediu a suspensão do site, a interrupção da distribuição das criptomoedas e a remoção das publicações.


A representação também cita Kevim Flores, apontado como idealizador do projeto, e Nahuel Medina, ligado a Pablo Marçal e integrante da campanha de Flávio. Em uma transmissão, Flores discutiu a utilização das criptomoedas para ampliar a divulgação eleitoral.


O episódio guarda semelhanças com os campeonatos de cortes de vídeos promovidos por Marçal na eleição municipal de 2024, que resultaram em sua condenação por abuso de poder econômico.


A campanha de Flávio nega qualquer envolvimento com o B22, afirma desconhecer seus responsáveis e anunciou medidas judiciais para retirar o site do ar. Os organizadores também negam vínculo oficial com candidatos ou partidos.


Até o momento, não há comprovação de participação direta de Flávio na iniciativa. Caberá à Justiça Eleitoral avaliar a legalidade das recompensas e eventual responsabilidade dos envolvidos.


Nos siga no Instagram AQUI e BlueSky AQUI.

Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.

 

Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.

Comentários


POLÍTICA

KOTIDIANO

CULTURA

TENDÊNCIAS
& DEBATES

telegram cor.png
bottom of page