Nikolas ataca Ana Elisa com publicação falsa e equipe jurídica da deputada eleita processa extremista
Parlamentar do PT nega ter defendido fechamento de igrejas e denuncia ameaças de morte e violência sexual após ataques nas redes sociais

A equipe da deputada federal Ana Elisa (PT-MG) anunciou nesta sexta-feira (9) que acionará a Justiça Eleitoral e o Ministério Público contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele divulgou uma publicação atribuída à parlamentar que supostamente defendia o fechamento de igrejas. Segundo a assessoria, a mensagem é falsa e nunca foi publicada por Ana Elisa.
Em nota oficial, a equipe afirma que Nikolas compartilhou na quinta-feira (8), com seus milhões de seguidores, uma suposta publicação de outubro de 2022. O conteúdo atribuía à parlamentar uma posição contrária à manutenção de templos religiosos. “O tweet é falso. Ana nunca o escreveu, ele não existe no histórico de sua conta, e ela jamais defendeu o fechamento de igreja alguma. Pediremos a perícia que comprovará a montagem”, diz o comunicado.
A assessoria destaca que Ana Elisa tinha apenas 17 anos na data atribuída à publicação. “A data não é acaso: em 2022, Ana tinha 17 anos. Forjaram uma mensagem, atribuíram a uma adolescente e a usaram contra uma mulher eleita.”
A representação será encaminhada à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público. A equipe sustenta que a divulgação de informações falsas durante o processo eleitoral pode configurar infração prevista no artigo 323 do Código Eleitoral. O comunicado também menciona o artigo 326-B, relacionado à violência política contra mulheres.
Além da publicação contestada, a equipe denuncia uma série de ataques nas redes sociais, incluindo manifestações racistas, montagens e ameaças de violência sexual e assassinato. Diante da gravidade, a parlamentar decidiu desativar temporariamente seu perfil no X. A participação na campanha presidencial continua nas demais plataformas.
A nota também aborda publicações antigas e autênticas da deputada, que, segundo a assessoria, foram retiradas de contexto. A equipe afirma que a maior parte ocorreu quando Ana Elisa tinha 17 anos e argumenta que a Constituição e o ECA protegem a dignidade de adolescentes. “Ana assume o que escreveu, retrata-se e pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante que se diga: aos 21, já não pensa como antes. É católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia.”
A assessoria encerra: “Montagens e ameaças não vão calar uma mulher negra eleita.”
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