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Mendonça avança no tudo ou nada para eleger Flávio Bolsonaro

há 2 dias
2 min de leitura

Ministro do STF determinou afastamento de Andrei Rodrigues sem que o chefe da PF seja investigado formalmente; críticos apontam que medida visa desviar o foco das investigações sobre os R$ 131 milhões pedidos por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro


André Mendonça e Andrei /Foto: reprodução
André Mendonça e Andrei /Foto: reprodução


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou guerra aberta ao Governo Federal ao determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão, tomada a pedido do partido Novo, ocorre em um momento em que o magistrado também é acusado de “sentar em cima” das denúncias que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL) no caso Master.


Para o advogado Roberto Tardelli, ex-procurador de Justiça, Mendonça não poderia tomar essa medida a menos que o chefe da PF fosse réu em um processo grave. Como Andrei Rodrigues não figura formalmente como indiciado, o afastamento foi visto como uma punição antecipada e desproporcional. Além disso, o ministro ignorou a hierarquia do Executivo ao passar por cima do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a quem a Polícia Federal é subordinada.


O argumento de Mendonça para justificar a medida é que a permanência de Rodrigues no cargo geraria um “risco potencial” de interferência nas investigações. Críticos, no entanto, apontam que o ministro estaria embaraçando as apurações para blindar Flávio Bolsonaro, que pediu R$ 131 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro.


A decisão ocorre horas após a revista piauí publicar reportagens que complicavam a narrativa do senador sobre os repasses de Vorcaro. Na ocasião, Mendonça retirou o sigilo de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro, desviando o foco das investigações. O combustível retórico fornecido pela decisão inflou as manifestações do 7 de Setembro, recolocando a militância bolsonarista nas ruas.


Segundo a ala não-bolsonarista da PF, Mendonça caminha em “dupla velocidade” nos inquéritos sob sua relatoria e arquiteta nulidades no caso Master. Ao apontar desvios de conduta de Moraes, ele cria o ambiente jurídico para invalidar provas e blindar Flávio Bolsonaro de punições criminais que inviabilizariam sua candidatura.


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