PF acusa André Mendonça de repetir erros que anularam provas da Lava Jato
- Jornal Daki

- há 5 horas
- 2 min de leitura
Relatório enviado a Moraes aponta que ministro acessou provas antes da fase adequada, atuou em negociações de colaboração e deu tratamento diferente a Toffoli e Nunes Marques

A Polícia Federal enviou a Alexandre de Moraes um relatório no qual acusa o ministro André Mendonça de interferir em acordos de colaboração premiada e acessar provas antes da etapa considerada adequada pelos investigadores. O documento indica que Mendonça solicitou o envio bruto de dados de celulares antes da triagem técnica, o que poderia comprometer a cadeia de custódia e permitir a seleção antecipada de informações.
A PF alerta que tais práticas podem comprometer a regularidade dos procedimentos e reproduzir os erros que levaram à anulação de provas na Operação Lava Jato. A justificativa apresentada por Mendonça seria acompanhar a regularidade dos procedimentos, mas a PF contestou:
“A justificativa não se sustenta no regime legal do instituto. A intervenção judicial é diferida e delimitada: dá-se na homologação”.
Um dos trechos mais sensíveis do relatório envolve a comparação feita pela PF sobre a atuação de Mendonça em relação a diferentes ministros do Supremo. Segundo o documento, o ministro teria adotado postura de defesa em situações envolvendo Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, enquanto teria sido mais rigoroso no episódio envolvendo Moraes. O documento também aponta que Mendonça teria buscado informações sobre mensagens de Daniel Vorcaro envolvendo Moraes.
O relatório foi produzido dentro do inquérito das fake news, após Mendonça divulgar informações de uma investigação envolvendo Moraes e contratos entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro. A divulgação abriu uma crise interna no Supremo. A PGR pediu a nulidade do documento, e Moraes abriu investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade.
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que todos os envolvidos apresentem explicações por escrito.
Nos siga no BlueSky AQUI.
Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.
Entre no nosso grupo do Telegram AQUI.
Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.








































































Comentários