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PM lotado em São Gonçalo é alvo de operação contra milícia que extorquia moradores na Baixada

há 30 minutos
2 min de leitura

Terceiro-sargento do 7º BPM é investigado por suposta participação em grupo que cobrava taxas ilegais, ameaçava famílias e controlava condomínio em Nova Iguaçu


Entrada do 7º Batalhão/Foto: reprodução
Entrada do 7º Batalhão/Foto: reprodução


Um policial militar da ativa, lotado no 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), em São Gonçalo, está entre os investigados em uma operação da Polícia Civil contra uma milícia que atuava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (14) para cumprir dois mandados de prisão e dez de busca e apreensão.


O policial foi identificado como Carlos Luis Torres Correia, conhecido como Carlão, terceiro-sargento da corporação. Segundo as investigações, ele teria ligação com o grupo comandado por um homem conhecido como Juninho Varão, acusado de controlar o Condomínio Jardim Guandu por meio de ameaças e cobranças ilegais.


De acordo com a Polícia Civil, os milicianos impunham taxas de R$ 70 mensais por apartamento, arrecadando entre R$ 85 mil e R$ 100 mil por mês. Moradores que resistiam às exigências eram ameaçados de expulsão. A organização também teria afastado síndicos e colocado pessoas ligadas ao grupo na administração do condomínio.


A delegada Luciana Fonseca, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), afirmou que o sargento participava de reuniões e de grupos de WhatsApp utilizados pelos responsáveis pelas cobranças. Segundo ela, a presença do policial era solicitada para intimidar moradores.


Carlão negou envolvimento com a milícia e afirmou que provará sua inocência.


A investigação também apura uma possível ligação da organização com a morte de um morador que teria sido expulso do condomínio e encontrado morto, dias depois, no Rio Guandu. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.


Nove integrantes do grupo foram indiciados. A operação é conduzida pela Draco, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.


Embora o sargento investigado esteja lotado em São Gonçalo, não há informação confirmada de que a organização criminosa também atuasse no município.


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