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Polícia Civil mira grupo que vendia medicamentos abortivos clandestinos pelas redes sociais

há 4 horas
2 min de leitura

Operação Anjo Caído cumpre mandados de busca contra cinco investigados na Zona Oeste do Rio

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCI) deflagraram, nesta quarta-feira (09/09), a Operação Anjo Caído contra um grupo investigado pela divulgação e comercialização clandestina de medicamentos abortivos em perfis de redes sociais e aplicativos de mensagens. A investigação apura, ainda, possíveis crimes de incitação e apologia ao crime, além de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra cinco alvos em endereços nos bairros de Campo Grande e Cosmos, na Zona Oeste do Rio.

As diligências tiveram início a partir de informações de inteligência sobre perfis utilizados para divulgar e oferecer clandestinamente um medicamento abortivo. De acordo com as apurações, as contas publicavam conteúdos relacionados à interrupção da gravidez e direcionavam as interessadas para canais privados de atendimento, onde o produto seria comercializado. Em uma das publicações, os agentes encontraram vídeos intitulados “Como fazer um aborto seguro” e “Ajuda com positivo indesejado”, acompanhados de redirecionamento para atendimento.


A investigação também indicou a utilização de diferentes contas, linhas telefônicas e dispositivos eletrônicos relacionados entre si. A multiplicidade de perfis e identidades digitais era empregada para dificultar a identificação dos responsáveis pela atividade.

Para avançar na apuração, as equipes solicitaram dados a empresas de tecnologia e operadoras de telefonia. A análise de informações cadastrais, registros de conexão, linhas telefônicas, celulares, contas digitais e dados relacionados permitiu estabelecer vínculos entre os cinco alvos, os dispositivos, os números de telefone e os endereços utilizados ao longo da atividade investigada.


Com base no conjunto de provas obtido durante a investigação, a DRCI representou pela expedição dos mandados de busca e apreensão. As medidas têm como objetivo localizar celulares, computadores, mídias e documentos que possam esclarecer a dinâmica da atividade e a participação individual dos investigados.

*Com informações OSG

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