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Deputados do PT pedem ao STF bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens de Flávio Bolsonaro

há 53 minutos
2 min de leitura

Pedido foi protocolado após o senador descumprir ordem de entregar os passaportes e deixar o Brasil rumo aos EUA; parlamentares alegam risco de ocultação patrimonial e pedem manifestação da PGR em 24 horas


Flávio/Foto: reprodução
Flávio/Foto: reprodução

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (27), o bloqueio urgente de bens, direitos e valores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) até o limite de 6 bilhões de reais.


O pedido foi apresentado após o senador não entregar os passaportes à Polícia Federal dentro do prazo fixado pelo ministro Alexandre de Moraes e deixar o país rumo aos Estados Unidos, conforme confirmado por um aliado e por uma fonte do governo norte-americano à agência Reuters.


Na petição, os parlamentares argumentam que a saída do senador e o descumprimento da ordem judicial aumentam o risco de transferência ou ocultação patrimonial. Para eles, o bloqueio evitaria o envio de recursos ao exterior antes de uma decisão do STF. Os deputados também pedem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até 24 horas.


O inquérito no STF apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Um relatório da Polícia Federal levantou a hipótese de uma sociedade de fato entre os dois, embora não apareçam formalmente como sócios nas empresas citadas.


Em 23 de outubro, Moraes já havia determinado o bloqueio de bens de Willer até 6 bilhões de reais, quebrado seus sigilos e suspenso as atividades de suas empresas. No dia 26, o ministro cancelou os passaportes de Flávio, proibiu sua saída do país e vetou contatos entre o senador e o advogado.


A petição destaca uma conta da Alcazar Holdings, empresa sediada na Madeira, em Portugal. Willer figura como único sócio formal, mas documentos bancários indicariam Flávio como “usuário master”.


A investigação também apura possível participação oculta do senador na BestBet. Willer nega sociedade com Flávio, e a assessoria do senador afirma que os dois mantêm apenas amizade. O pedido aguarda análise do STF.


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