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Entregador baleado em Madureira tem quadro de saúde estável

há 41 minutos
2 min de leitura

Jovem permanece internado na unidade após ser atingido por dois disparos durante confronto entre criminosos

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A direção do Hospital Municipal Salgado Filho informou, nesta sexta-feira (23), que o estado de saúde do entregador de açaí Luís Cláudio Galisa dos Santos, de 26 anos, baleado enquanto trabalhava na noite de sábado (17), é estável. O jovem permanece internado na unidade após ser atingido por dois disparos durante um confronto entre criminosos em Madureira, na Zona Norte do Rio.

Por volta das 22h de sábado, traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), provenientes do Morro da Serrinha, invadiram a região, dominada pelo Comando Vermelho (CV). Durante a ação, além de Luís Cláudio, outras pessoas teriam sido baleadas. Ao menos uma delas não resistiu aos ferimentos.


Na ocasião, Adriana Almeida, mãe do entregador, relatou que o estado de saúde do filho era delicado e inspirava cuidados. Luís Cláudio foi atingido por dois disparos: um no tórax, que atravessou o corpo e atingiu o braço, e outro no abdômen, com saída pela nádega.

O jovem realizava uma entrega de açaí quando foi atingido pelos tiros. Segundo Adriana, a própria cliente pegou o carro e socorreu o entregador. Inicialmente, ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rocha Miranda, mas precisou ser transferido para o Hospital Municipal Salgado Filho, já que a unidade de saúde estava lotada de outras vítimas de disparos.


“Como ele teve duas perfurações, a UPA não tem o equipamento adequado, mandaram ele para o Hospital Municipal Salgado Filho, onde ele segue internado. A UPA de Rocha Miranda ontem estava lotada de pessoas que tinham tomado bala perdida. Toda hora chegava um carro com alguém”, disse Adriana na ocasião.


A mãe do entregador também contou que outro profissional que trabalhava com entregas foi baleado durante o confronto, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi identificada como Wendrel Silva da Rocha.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte. A Polícia Civil também apura a atuação de grupos criminosos na região. Agentes realizam diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.


Moradora de Madureira há muitos anos, Adriana lamentou a falta de segurança na região e cobrou medidas para garantir que os trabalhadores possam exercer suas atividades sem colocar a própria vida em risco. Para ela, a violência afeta diretamente a rotina dos moradores, que precisam sair de casa diariamente para trabalhar.


“Nossos filhos não podem deixar de trabalhar. A gente precisa de segurança para ir e vir, porque daqui a pouco a gente não consegue sair para trabalhar. A bandidagem já tomou conta. Isso está errado. A gente paga imposto, a gente paga nossas contas em dia. O mínimo que a gente tem direito é segurança, porque hoje foi meu filho e amanhã vai ser o filho de outra”, lamentou.

*Com informações O Dia

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