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PF investiga corrupção e lavagem dinheiro em ação contra desembargador

há 35 minutos
2 min de leitura

Policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (8), em Niterói, na Região Metropolitana

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O desembargador Alexandre Eduardo Scisinio, da 15ª Câmara de Direito Privado, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), é alvo de uma operação contra corrupção e lavagem de dinheiro por meio de decisões judiciais. Policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (8), em Niterói, na Região Metropolitana.

A Operação Em Nome do Pai tem o objetivo de auxiliar apurações sobre possível favorecimento a empresas do ramo imobiliário e de construção civil através de ordens expedidas pela Justiça.


De acordo com a Polícia Federal, as decisões judiciais apuradas ocorriam enquanto vantagens indevidas seriam repassadas à família do magistrado por meio de imóveis, descontos comerciais excepcionais, pagamentos indiretos, "laranjas" e pessoas jurídicas ligadas aos investigados.

A investigação começou a partir de elementos encaminhados pela Corregedoria Geral do TJRJ, provenientes de um procedimento administrativo instaurado para apurar a conduta de Scisinio. 


Segundo a PF, os atos de corrupção investigados aconteceram quando o magistrado ainda exercia suas funções na 1ª instância, mas os atos de lavagem se prolongaram no tempo, permitindo a realização de buscas.


Os fatos, em apuração, podem caracterizar os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Os mandados, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), são cumpridos em endereços no bairro de Icaraí. Dinheiro, um celular e documentos foram apreendidos até o momento.


Procurado, o TJRJ informou que não comenta decisões proferidas por instâncias superiores e que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) estabelece restrições à manifestação de magistrados sobre processos, decisões e atos de órgãos judiciais.


A reportagem enviou um e-mail para o gabinete do desembargador, às 8h22, pedindo um posicionamento, mas ainda não recebeu retorno. O espaço está aberto para manifestação.

*Com informações O Dia

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