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PM é morto a tiros no Centro de São Gonçalo um ano após sobreviver a atentado

há 26 minutos
3 min de leitura

Cabo Rayllan Machado Carino foi atacado após sair de uma academia; policial também havia sido denunciado pelo Ministério Público em ação criminal relacionada a uma ocorrência de 2022

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O cabo da Polícia Militar Rayllan Machado Carino foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira (14), nas proximidades do Partage Shopping, no Centro de São Gonçalo. O policial estava de folga.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Rayllan havia acabado de sair de uma academia e estava sozinho quando foi surpreendido pelos criminosos. Testemunhas relataram diversos disparos. Os autores estariam em um Volkswagen T-Cross marrom e teriam fugido em direção à BR-101, passando pelo Boaçu.


O PM foi socorrido por uma viatura e levado ao Pronto Socorro Central, no Zé Garoto. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele chegou à unidade sem vida. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga autoria e motivação do crime.

O assassinato ocorreu um dia antes de completar um ano de outro ataque sofrido por Rayllan. Em 15 de setembro de 2025, ele foi baleado no Barro Vermelho. Na ocasião, o caso foi tratado como tentativa de assalto. Ferido, o policial passou por cirurgia no Hospital Estadual Alberto Torres e sobreviveu.


Denunciado em ação criminal

Rayllan também havia sido denunciado pelo Ministério Público, junto com outros três policiais militares, em ação criminal na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.


Documento publicado no Boletim da Polícia Militar nº 096, de 2 de junho de 2025, relaciona o processo ao RO nº 075-04331/2022 e ao inquérito policial de mesma numeração, referentes a uma ocorrência de 4 de outubro de 2022. O documento público localizado, porém, não informa qual crime teria sido atribuído aos policiais.

Até o momento, não há informação pública que estabeleça relação entre essa ação, o atentado de 2025 e o assassinato de Rayllan.


Duas décadas de policiais mortos em São Gonçalo


A morte de Rayllan se soma a um longo histórico de policiais militares assassinados ou mortos em confrontos em São Gonçalo. Não existe uma série pública municipal consolidada que permita estabelecer quantos PMs foram executados na cidade nos últimos 20 anos, mas registros oficiais e jornalísticos mostram a recorrência dos episódios.

Entre os casos estão o PM reformado Luís Cláudio Pereira Barsi, morto a tiros em Tribobó, em 2010; o soldado Anderson Luiz Cordeiro, assassinado em 2011; e o soldado Joubert dos Santos de Lima, morto durante operação no Brejal em 2017 — ano em que São Gonçalo apareceu entre os municípios fluminenses com maior concentração de mortes violentas de policiais militares.


Em 2020, o sargento Max Freitas da Silva foi morto ao reagir a um assalto dentro do São Gonçalo Shopping. O cabo Helber Ferreira dos Santos também morreu naquele ano, após ser atacado durante uma abordagem em Guaxindiba. Em 2021, o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva morreu durante confronto no Complexo do Salgueiro.


O problema permanece atual. Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado citado por O São Gonçalo, oito agentes de segurança foram baleados no município somente entre janeiro e maio de 2025. Todos eram policiais militares e dois morreram.


O assassinato de Rayllan tem ainda uma circunstância particular: ocorreu praticamente um ano depois de o mesmo policial sobreviver a outro ataque a tiros na cidade.

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