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Universidades federais vivem pior momento desde 1990

Matrículas retrocedem três décadas


Por Cláudio Figueiras

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

E o poço da tragédia brasileira é ainda mais fundo. O Brasil registrou pela primeira vez desde 1990 queda de matrículas nas universidades federais entre 2019 e 2020. Isso quer dizer que o problema começou já no primeiro ano do governo Bolsonaro (PL) e se intensificou durante a pandemia da Covid-19.


Foram pelo menos 100 mil matrículas a menos, passando de 1,3 milhão para 1,2 milhão. Os dados são do mais recente Censo de Educação Superior, divulgado neste ano. As informações são do jornal O Globo.



Dificuldades financeiras dos alunos, inflação, corte de bolsas e trancamento de matrículas são as principais causas dos piores números já registrados no país. A pandemia e os problemas de financiamento enfrentado pelas universidades federais foram preponderantes para a queda do número de matrículas.


Em 2020, as federais tiveram R$ 5,7 bi para despesas discricionárias com contas de água, luz, segurança e limpeza; investimentos (reformas, compra de equipamentos e insumos para pesquisas) e bolsas (auxílios para alunos pobres poderem continuar seus estudos). Essa verba chegou a ser de R$ 12 bilhões em 2011.


E mais pancada: na sexta-feira, o MEC ainda informou o bloqueio de 14,5% da verba das universidades e institutos federais para custeio, como a assistência estudantil, e investimento este ano. Isso representa mais de R$ 1 bilhão em cortes.


 

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