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Vereador de extrema-direita de São Gonçalo é cassado no TRE

Atualizado: 27 de jun. de 2023

Lecinho Breda colecionou polêmicas ao longo da carreira política


Por Rodrigo Melo

Lecinho/Foto: TV Câmara
Lecinho/Foto: TV Câmara

O vereador de extrema-direta bolsonarista e presidente da Câmara Municipal de São Gonçalo, Lecinho Breda (MDB), teve o mandato cassado e ficará inelegível por 8 anos a contar de 2020. A decisão foi publicada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) nesta terça (27. jun.23).


Além de Lecinho, todos os candidatos que concorreram na chapa do MDB nas eleições de 2020, e os suplentes diplomados Thiago da Marmoraria, Hugo Cruz e Alberto Grillo, também ficam com seus direitos políticos cassados por 8 anos. Na decisão foi determinado o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário e nova totalização dos votos.


A ação contra o MDB foi ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE-RJ) após o órgão identificar "lançamento da candidatura de uma mulher para cumprir, de maneira fictícia, a cota mínima de gênero" de 30% e, assim, viabilizar a participação do partido, bem como dos demais candidatos no pleito. O que é considerado ato ilícito gravíssimo.



A candidata fictícia, segundo o MPE, disse nas investigações que apuraram as irregularidades, que sequer conhecia o presidente do MDB e que não tinha a menor idea onde ficava a sede do partido que concorria nas eleições em que não teve nenhum voto, escancarando, assim, a fraude, que ficou conhecida como "Laranjal do Lecinho".


Em março, outro vereador, Armando Marins (PSC), foi cassado pelo mesmo motivo, mas continua dando expediente na casa legislativa de São Gonçalo.


A decisão do juízo da 135ª Zona Eleitoral, como é de primeira instância, cabe recurso.


Histórico truculento e de fake news

O vereador Lecinho Breda é conhecido pela truculência contra seus adversários políticos. Principal figura da base aliada do prefeito capitão Nelson Ruas (PL) na Câmara, usa como se não houvesse amanhã o expediente das fake news para atacar, da tribuna, a esquerda e os que considera inimigos do chefe do Executivo e do ex-presidente Jair Bolsonaro.



O ex-vendedor da loja Casas Bahia, no Rodo de São Gonçalo, colecionou polêmicas e embates, ao longo de seus 4 mandatos, com a OAB, servidores públicos, professores, jornalistas, artistas e pessoas LGBT. Em um dos estranhos debates no plenário da Câmara, Lecinho tascou um "vagabunda" para se referir à cantora Anitta.


Como não há jurisprudência formada, e devido os prazos extensos da Justiça para avaliar recursos, Lecinho muito provavelmente deve levar o mandato até o fim, caso não haja decisão em definitivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmando sentença da primeira instância.


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