Ameaças a estudantes pró-Lula põem governo, Ministério Público e PF em alerta
Mensagens sobre incêndios a universidades e agressões a alunos motivaram denúncias e reforço da segurança; UFF, UFMG e UENF registraram casos após o primeiro turno

Ameaças a alunos levaram instituições de ensino superior a reforçar a segurança nesta semana, em meio a atos estudantis pela reeleição do presidente Lula (PT). O temor também chegou ao Ministério da Educação (MEC), que pediu atenção à Polícia Federal (PF).
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou na quinta-feira (8) que acionaria a área de crimes cibernéticos da corporação para investigar ameaças divulgadas nas redes sociais contra universidades. Segundo ele, o governo recebeu relatos de estudantes, professores e reitores e teme que a violência aumente.
No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense (UFF) encaminhou à PF mensagens sobre um possível ataque com chamas e agressões a participantes de um ato político. Um participante de um grupo chamado "Juntos com Bolsonaro" propôs uma lista para incendiar a universidade durante a madrugada. Outras mensagens falavam em agredir manifestantes e esfaquear uma liderança estudantil. Nesta sexta, duas pessoas foram indiciadas. A reitoria pediu reforço da segurança dos campi à Prefeitura de Niterói e intensificou a vigilância interna.
Também no estado, ameaças a estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) foram registradas na Polícia Civil. Em Campos dos Goytacazes, o diretório municipal do PT e o Sindicato dos Petroleiros registraram boletim de ocorrência após a circulação de mensagens em um grupo de WhatsApp chamado "Campistas com Bolsonaro", que mencionavam agressões a estudantes de esquerda e uso de explosivos.
Em Minas Gerais, alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) relataram ameaças contra uma manifestação marcada para sexta-feira (9). Os episódios ocorrem após o primeiro turno da disputa presidencial, realizado no domingo (4), e entidades estudantis passaram a organizar assembleias e manifestações em apoio a Lula, que enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) no dia 25.
O Ministério Público Federal instaurou procedimento nesta quinta para investigar o caso.
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