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Flávio Bolsonaro afirma corte de 200 bilhões e Lula pergunta quem vai pagar a conta: o rico ou o pobre?

há 1 hora
2 min de leitura

Presidente questiona de onde sairá a redução de despesas proposta pela equipe do senador e afirma que a elite brasileira "sempre corta dos pobres"; campanha de Flávio diz que manterá programas sociais


Lula durante agenda de campanha no Rio Grande do Norte. Foto: Reprodução
Lula durante agenda de campanha no Rio Grande do Norte. Foto: Reprodução


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou neste sábado (10) que Flávio Bolsonaro (PL) explique de onde pretende cortar R$ 200 bilhões em gastos públicos. Durante ato de campanha no Rio Grande do Norte, Lula associou a proposta do adversário à possibilidade de redução de recursos destinados à população pobre.


"Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 200 bilhões, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte", disse Lula. "Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários. Eles sempre cortam dos pobres."


A equipe de Flávio defende uma redução de despesas equivalente a cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto, estimada em R$ 200 bilhões no primeiro ano de um eventual governo. A campanha do senador ainda não detalhou quais áreas sofreriam os cortes.


Flávio afirma que manterá programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular e Pé-de-Meia. O candidato também prometeu reajustar o Bolsa Família, reduzir prestações habitacionais e conceder aumentos reais a aposentadorias. O PL criou um site e um quadro no horário eleitoral para rebater acusações de que os benefícios poderiam sofrer suspensão.


No discurso, Lula citou a retomada da política de valorização do salário mínimo para defender os benefícios previdenciários pagos no piso nacional. Ele também afirmou que, se a oposição vencer, "tudo aquilo que foi conquistado no Nordeste será destruído", mencionando Farmácia Popular, institutos federais e Minha Casa Minha Vida.


Lula mencionou ainda as medidas anunciadas na sexta-feira (9) para conter a alta dos combustíveis, com pacote estimado em R$ 5,2 bilhões para 30 dias. A 16 dias do segundo turno, o presidente pediu que seus apoiadores convençam eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, a comparecer às urnas.


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