Tem jogo hoje da seleção? Janones mobiliza 'Exército do Lula' e verde-amarelo toma as redes sociais
Convocação reúne políticos, artistas e eleitores em ofensiva digital para disputar símbolos nacionais com o bolsonarismo a oito dias do segundo turno

Uma mobilização convocada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) levou apoiadores do presidente Lula (PT) a publicar fotografias vestidos de verde e amarelo neste sábado (17). A ação, organizada pelo canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, teve início às 9h e reuniu políticos, artistas e eleitores em uma campanha para disputar símbolos nacionais historicamente associados ao bolsonarismo.
O próprio Lula aderiu à iniciativa, aparecendo com a camisa da seleção brasileira ao lado da primeira-dama Janja. O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou, acompanhado da esposa, Lu Alckmin.
Entre os nomes que atenderam à convocação estão os ministros Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além de parlamentares e lideranças políticas como Erika Hilton, João Campos e Tabata Amaral. Artistas como Anitta, Caetano Veloso, Chico Buarque, Daniela Mercury, Pabllo Vittar e Camila Pitanga também participaram.

A mobilização foi articulada pelo canal de Janones no WhatsApp, que reúne mais de 4 milhões de inscritos. O deputado aposta na capacidade de disseminação das publicações para alcançar eleitores fora da base tradicional da esquerda.
A iniciativa ocorre a oito dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Além de conquistar indecisos, a estratégia busca estimular o comparecimento às urnas.
A disputa pelo verde-amarelo tem significado político. Desde as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, em 2015 e 2016, a camisa da seleção e a bandeira brasileira passaram a ser utilizadas de forma recorrente em atos da direita, especialmente por apoiadores de Jair Bolsonaro.
Ao convocar seus seguidores a ocupar as redes com essas cores, Janones tenta romper a associação entre os símbolos nacionais e um único campo político.
A adesão de figuras públicas ampliou a visibilidade da campanha, mas ainda não há dados que permitam avaliar seu impacto sobre a intenção de voto ou a abstenção no segundo turno.
Com informações da Folha de S. Paulo.
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