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Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar ilha 'na mão grande' e cobra Polícia Federal

há 35 minutos
2 min de leitura

Atacante afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões em propriedade em Angra dos Reis e pede investigação; senador nega participação na compra ou intermediação do imóvel


O atleta Richarlison e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução/Gabriela Biló/Folhapress
O atleta Richarlison e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução/Gabriela Biló/Folhapress


O atacante Richarlison voltou a acusar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de terem tomado “na mão grande” uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Em vídeo divulgado neste sábado (17), o jogador pediu ajuda à Polícia Federal e retomou a disputa pela mansão na qual afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões.


Segundo Richarlison, Flávio Bolsonaro esteve entre os interessados em comprar a propriedade e chegou a filmar o local com um drone. O atleta afirmou que recusou a negociação e associou essa recusa à disputa posterior pela posse. “Eu não quis vender, mano, não quis vender a ilha pra ele”, declarou.


O jogador também alegou que, enquanto seu grupo enfrentava demora para resolver a documentação, os adversários conseguiram a posse em 24 horas. “Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Eu não recebi nada. Gastei em torno de dez milhões lá e não recebi nada”, afirmou.


Richarlison criticou a condução judicial do caso e pediu investigação. “Pra gente foi uma coisa e pros caras foi outra”, disse, acrescentando que busca recuperar o dinheiro, mesmo sem retomar o imóvel. Prometeu doar parte do valor a um hospital de Nova Venécia, sua cidade natal no Espírito Santo, caso consiga recuperá-lo. Também pediu que moradores do estado cobrem Flávio Bolsonaro durante a passagem do candidato pela região. “Só quero receber o que é meu, que eu conquistei trabalhando”, afirmou.


A disputa pela mansão começou após uma negociação em 2020, envolvendo empresas ligadas ao jogador e a seus sócios. A propriedade fica em terreno da União. A WT Administração de Imóveis e Bens, ligada a Tomaz, adquiriu direitos da M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos e obteve judicialmente a posse em 2022.


A ação possessória terminou em 2025 com resultado favorável à WT. A Sport 70 e Renato Velasco, ex-empresário de Richarlison, desistiram de recursos e reconheceram os direitos da companhia sobre o imóvel. O processo transitou em julgado e foi arquivado.



Em agosto de 2026, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou notícia-crime à PF para pedir apuração de possíveis irregularidades na transferência dos direitos de ocupação. Baseada em documentos da Secretaria do Patrimônio da União, a representação apontou diferenças na velocidade de tramitação dos processos e suspeitas sobre a regularização da cadeia possessória.


Flávio Bolsonaro não era parte da ação pela posse, mas foi arrolado como testemunha pelos advogados ligados a Richarlison. Em manifestações anteriores, sua assessoria negou que ele tivesse comprado, vendido ou intermediado o imóvel. A defesa de Tomaz sustenta que a aquisição teve escritura pública, autorização da SPU, pagamento de laudêmio e reconhecimento judicial.


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