Unha e carne: PF fecha dois postos em Alcântara e Raul Veiga ligados ao esquema de Canella
Estabelecimentos aparecem em decisão do STF que determina a suspensão de atividades de empresas investigadas por suspeita de lavagem de dinheiro

Dois postos de combustíveis de São Gonçalo estão entre as empresas atingidas pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão de atividades econômicas de estabelecimentos investigados na Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal.
Os estabelecimentos são a A.P.J. Alcântara Comércio de Combustíveis, localizada na Rua Jovelino de Oliveira Vianna, 410, em Alcântara, e a Gasmix Alcântara, na Rua Thiago Cardoso, 15, no bairro Raul Veiga.
As duas empresas aparecem nominalmente na decisão judicial, nas páginas 103 e 104, identificadas pelos respectivos CNPJs: 07.590.758/0001-76 e 06.871.822/0001-24.
A operação investiga uma suposta organização criminosa que teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para lavagem de dinheiro. Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, as movimentações financeiras sob investigação chegaram a R$ 7,6 bilhões em seis anos.
A decisão de Moraes determinou a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas, entre elas 96 postos de combustíveis, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens e valores.
A nova fase da investigação também resultou na prisão preventiva do ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e do ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim.
A Polícia Federal cumpriu mandados em sete municípios fluminenses, incluindo São Gonçalo. A identificação dos dois postos na decisão do STF estabelece uma ligação documental entre estabelecimentos da cidade e as medidas judiciais adotadas na investigação.
Até o momento, não há confirmação de que os postos tenham interrompido efetivamente o atendimento ao público. Também não foram divulgados elementos que permitam atribuir individualmente aos responsáveis pelos dois estabelecimentos a prática dos crimes investigados.
A inclusão das empresas na decisão judicial não representa condenação. Os responsáveis poderão contestar as medidas e apresentar suas defesas no processo.
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