Campanha de Lula leva oito denúncias contra Meta a observadores internacionais
Representantes do presidente relatam suposto tratamento desigual nas plataformas da empresa e levam reclamações à OEA e a missões eleitorais estrangeiras

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou a observadores internacionais oito denúncias de suposto tratamento desigual da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, na disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL). As reclamações foram levadas a representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia e de outras missões que acompanham as eleições brasileiras.
Segundo reportagem do UOL publicada na quinta-feira (15), os representantes de Lula relataram episódios de bloqueio temporário de anúncios, restrições ao uso de ferramentas de inteligência artificial e diferenças no alcance de publicações das duas campanhas.
A iniciativa amplia a disputa que já chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na quinta-feira, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta assegure tratamento igualitário aos candidatos em suas plataformas e ferramentas de inteligência artificial, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
A decisão também exige esclarecimentos sobre a distribuição de conteúdos e a entrega de publicidade contratada pela campanha de Lula. O ministro ressaltou, entretanto, que ainda não existem elementos suficientes para concluir que a empresa tenha agido deliberadamente para favorecer um dos candidatos.
A campanha petista pretende formalizar a documentação apresentada aos observadores internacionais. A medida busca submeter as reclamações à análise das missões encarregadas de acompanhar a regularidade do processo eleitoral.
A Meta nega favorecimento político. As oito ocorrências relatadas pela campanha ainda não constituem comprovação independente de manipulação deliberada das plataformas.
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