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Número de assaltos volta a crescer no Rio, segundo Instituto Fogo Cruzado

há 34 minutos
2 min de leitura

Número de vítimas de tiros em roubos na região metropolitana cresce 55,5% em um ano, e até um policial foi atingido ao tomar café

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A violência armada continua presente no cotidiano dos moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro. Em setembro, 14 pessoas foram baleadas durante assaltos, cinco delas mortas e nove feridas. Na prática, uma pessoa foi atingida a tiros em um roubo a cada dois dias. Os dados são do relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado.O número é 55,5% maior que o de setembro de 2025, quando nove pessoas foram baleadas em crimes do tipo, com cinco mortes e quatro feridos.

Um dos casos aconteceu no dia 30, na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste da capital. Um policial militar da reserva tomava café em um estabelecimento comercial quando foi abordado por dois homens. Ao ser identificado como agente de segurança, foi baleado no pé.


Para o Instituto Fogo Cruzado, o episódio retrata uma realidade em que ninguém está a salvo nas atividades mais simples do dia a dia. "O crescimento expressivo de pessoas baleadas durante assaltos evidencia como a violência armada está diretamente associada à rotina da população, especialmente em crimes que ocorrem em deslocamentos, no trabalho e em atividades rotineiras. Esses números mostram que o roubo deixou de ser apenas um crime patrimonial para se consolidar como um fator central de produção de violência armada. A média de uma vítima baleada a cada dois dias em assaltos é um dado preocupante e exige respostas urgentes do poder público, com políticas de prevenção, inteligência e proteção da população, sobretudo nas áreas que mais concentram esse tipo de crime", explica Terine Husek Coelho, gerente de pesquisa do Instituto Fogo Cruzado.


Mesmo com queda de 15% no total de tiroteios (154, contra 181 em setembro de 2025), a região metropolitana somou 122 pessoas baleadas no mês, 56 delas mortas e 66 feridas. Um ano antes, foram 143 vítimas, com 88 mortes e 55 feridos. A violência não poupou os mais vulneráveis: duas crianças de até 11 anos, quatro adolescentes e quatro idosos estão entre os atingidos. Os adultos de 18 a 59 anos somam 112 vítimas.

*Com informações O Dia

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