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Flávio Bolsonaro aparece nas investigações da PF sobre o INSS, Master e crime organizado no Rio

há 8 minutos
2 min de leitura

Dark Horse, Sem Desconto e Unha e Carne revelam conexões distintas do candidato à Presidência com personagens e operações da PF, envolvendo financiamento de filme, suspeitas bancárias e alianças políticas


Os personagens/Arte: Jornal Daki com IA
Os personagens/Arte: Jornal Daki com IA

A prisão de Márcio Canella, aliado político de Flávio Bolsonaro (PL), na Operação Unha e Carne, nesta quinta-feira (15), acrescentou mais um episódio à sequência de investigações da Polícia Federal que alcançam direta ou indiretamente o entorno do candidato à Presidência.


Canella, deputado estadual eleito pelo União Brasil, recebeu apoio político de Flávio e chegou a anunciar Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, como suplente de sua pré-candidatura ao Senado. A composição não se concretizou.


A Operação Unha e Carne investiga uma organização suspeita de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Segundo as informações divulgadas pela PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, com participação de agentes públicos e articulação político-institucional. Não há indicação de que Flávio integre o esquema investigado.


A conexão é diferente na investigação sobre Dark Horse, filme biográfico de Jair Bolsonaro. Flávio foi incluído formalmente no inquérito que apura repasses atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar a produção.


Os pagamentos investigados somariam aproximadamente R$ 61 milhões. A PF busca esclarecer a origem dos recursos e a existência de eventuais contrapartidas. Flávio reconheceu ter solicitado financiamento para o filme, mas negou irregularidades.


Outra frente surgiu na Operação Sem Desconto, voltada às fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Informações sobre vínculos entre uma conta em nome de Flávio e um perfil bancário utilizado pelo advogado Willer Tomaz, investigado pela PF, motivaram questionamentos e um pedido de investigação apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).


Flávio e Tomaz negam relações financeiras irregulares. Não há comprovação de que o senador tenha recebido recursos desviados de beneficiários do INSS.


Os três episódios apresentam situações distintas. Em Dark Horse, Flávio é investigado formalmente. No caso do INSS, há informações bancárias questionadas e um pedido de apuração. Em Unha e Carne, a ligação identificada é política, por meio de Canella.




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