'Brasil não tem pena de morte', diz Romario Regis sobre chacina no Jacarezinho

A operação no Jacarezinho mobilizou 200 policiais civis e deixou ao menos 25 mortos na comunidade do subúrbio, na maior chacina policial que o estado já vivenciou

Romario/Foto: Câmara de Vereadores de São Gonçalo
Romario/Foto: Câmara de Vereadores de São Gonçalo

A matança promovida pela Polícia Civil na favela do Jacarezinho nesta quinta (06), gerou indignação de ponta ponta do país. E em São Gonçalo não foi diferente. Os vereadores Prof. Josemar (PSOL) e Romario Regis (PCdoB) condenaram a ação dos policiais que deixou ao menos 25 mortos e dois feridos na maior chacina policial da história do estado do Rio.


"Foi uma chacina bárbara do ponto de vista de operação policial. A gente tem um problema grave porque o Brasil não tem pena de morte. Então a gente tem que entender que uma entrada dessa (na comunidade) expõe os moradores. É um negócio absurdo de triste. Isso não acontece em Copacabana ou no Leblon. O Brasil está numa temperatura em que as pessoas estão assim: 'Ah, mas matou não sei quantos bandidos' Tá, mas um policial morreu! Não se troca a vida seja lá de quantas pessoas for para matar um inocente, para matar um policial", disse Romario.


Hoje pela manhã, Josemar participou com movimentos sociais e moradores do Jacarezinho de um protesto em frente à sede da Cidade da Polícia, em Maria da Graça, próximo à comunidade. O parlamentar usou as redes sociais para se manifestar:


"Não iremos tolerar genocídios como esse, a mando do Governador Claudio Castro, que só acontecem nas favelas, onde o governo só sobe matando e aterrorizando dessa forma e se omite do seu papel de levar educação, cultura, lazer e oportunidades. Chega dessa política de mortes!" disse Josemar.


Ontem mesmo a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) apresentaram um requerimento destinado ao presidente Arthur Lira para a constituição de uma Comissão Externa para acompanhar as investigações sobre a chacina do Jacarezinho.


A operação no Jacarezinho mobilizou 200 policiais civis e deixou ao menos 25 mortos na comunidade do subúrbio, na maior chacina policial que o estado já vivenciou desde à Candelária em 1993 (23 mortos) e do Alemão em 2007 (19 mortos).




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