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São Gonçalo deve incluir educação digital na matriz curricular da rede municipal

há 55 minutos
2 min de leitura

Proposta aprovada pelo Conselho Municipal de Educação prevê inclusão progressiva da computação no currículo, formação de professores e garantia de equipamentos, laboratórios e conectividade nas escolas


Foto: reproduçãp
Foto: reproduçãp


O Conselho Municipal de Educação (CME) aprovou a proposta de inclusão da educação digital na matriz curricular da rede pública municipal de São Gonçalo. A medida prevê a incorporação progressiva da computação aos currículos e estabelece responsabilidades para a Secretaria de Educação e para as unidades escolares.


O Parecer CME nº 007/2026 estabelece três eixos para a implementação: pensamento computacional, mundo digital e cultura digital. A proposta segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para computação e alcança as modalidades educacionais oferecidas pela rede municipal.


A aprovação ocorreu no Conselho Municipal de Educação, colegiado que, conforme a composição registrada no parecer, reúne representantes da Secretaria Municipal de Educação e do Poder Executivo, além de UERJ, Universo, Sepe, Sismusg, Sinepe e Fambsg.


A mudança não se resume à inclusão de conteúdos no currículo. O parecer atribui à Secretaria de Educação a responsabilidade de revisar os currículos municipais, organizar a formação inicial e continuada de professores e gestores e garantir infraestrutura mínima, com equipamentos, laboratórios e conectividade. A formação dos profissionais é apontada como obrigatória para o desenvolvimento da educação digital.


As escolas também deverão atualizar seus Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) para incorporar as competências de computação. O documento prevê projetos interdisciplinares envolvendo matemática, ciências, artes e línguas e determina que as unidades estabeleçam coletivamente regras para o uso de celulares e outros dispositivos, com participação de famílias e estudantes.


A aprovação do parecer, portanto, abre uma etapa de implementação que dependerá das condições existentes na própria rede. Além da adaptação curricular, a medida exige formação profissional e estrutura tecnológica nas unidades de ensino.


O parecer foi aprovado pelo CME em 11 de agosto, mas somente publicado no Diário Oficial desta terça-feira (6).


O documento não estabelece cronograma para que as novas diretrizes cheguem às salas de aula nem informa quanto a Prefeitura terá de investir em equipamentos, laboratórios, conectividade e formação dos profissionais.


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