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São Gonçalo: PF aponta atuação de aliado de Canella em rede suspeita de lavagem de dinheiro

há 40 minutos
2 min de leitura

Hugo Canelão, suplente de vereador pelo União Brasil, é citado em investigação que envolve postos de combustíveis e movimentação de R$ 7,6 bilhões


Márcio Canella é apontado pela Polícia Federal como articulador político de uma organização investigada por lavagem de dinheiro/Foto:
Márcio Canella é apontado pela Polícia Federal como articulador político de uma organização investigada por lavagem de dinheiro/Foto:


A Polícia Federal identificou a atuação de Hugo Correia da Cruz, conhecido como Hugo Canelão, em duas frentes ligadas ao deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil): a articulação política em São Gonçalo e atividades relacionadas a postos de combustíveis investigados por suspeita de lavagem de dinheiro.


Suplente de vereador pelo União Brasil, Canelão integra o grupo de aliados políticos que adotaram variações do sobrenome de Canella. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta segunda-feira (19), ele aparece nas investigações como participante da articulação político-eleitoral no município e supervisor de estabelecimentos ligados à rede empresarial investigada.


A apuração integra a Operação Unha e Carne, que teve sua oitava fase deflagrada na quinta-feira (15). A Polícia Federal investiga uma organização suspeita de utilizar postos de combustíveis da Região Metropolitana do Rio para movimentar e ocultar recursos de origem criminosa.


Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a rede movimentou mais de R$ 7,6 bilhões entre maio de 2020 e março de 2026. O valor corresponde às transações financeiras identificadas, não necessariamente ao montante comprovadamente lavado.


Márcio Canella foi preso preventivamente durante a operação. Na representação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores o apontam como articulador político do grupo, responsável por estabelecer conexões entre agentes públicos, empresários e integrantes de organizações criminosas.


A investigação também examina nomeações para cargos públicos, supostos repasses financeiros e vazamento de informações sobre operações policiais. A defesa de Canella afirma confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça.


Em São Gonçalo, a operação já teve consequências concretas. Dois postos de combustíveis, localizados em Alcântara e Raul Veiga, aparecem na decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a suspensão das atividades de empresas investigadas. O Jornal Daki noticiou o caso na última semana.



A nova informação amplia o alcance político das investigações no município. Além dos estabelecimentos comerciais, a PF examina a participação de um suplente de vereador que mantém vínculos com o grupo de Canella.


Hugo Canelão não está entre os seis investigados presos na operação de 15 de outubro. Sua citação na investigação não representa condenação nem comprova participação nos crimes apurados. A reportagem da Folha informa que tentou contato com ele, sem sucesso.


A oitava fase da Operação Unha e Carne resultou em seis prisões preventivas, 16 mandados de busca e apreensão e suspensão das atividades de 112 empresas, das quais 96 são postos de combustíveis.


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