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Piscicultura sustentável: quando a tradição pesqueira vira renda com qualidade de água

há 6 dias
3 min de leitura

Projeto Economia Verde e Azul, do Programa Manuel Querino, leva 600 vagas gratuitas a Niterói e São Gonçalo e prevê estações de tilápia e camarão em Pontal e no Parque da Cidade, unindo o saber da pesca ao manejo responsável


Estação de criação de tilápias/Foto: reprodução
Estação de criação de tilápias/Foto: reprodução

No Pontal, em São Gonçalo, a pesca é parte da paisagem e da memória de muitas famílias. O Projeto Economia Verde e Azul, do Programa Manuel Querino, parte dessa tradição para apresentar um novo caminho: a piscicultura sustentável, com criação responsável de tilápia e camarão, cuidado com a qualidade da água e geração de renda em territórios costeiros e lagunares.


A iniciativa é executada pelo Instituto GAPOPS em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com recursos do Edital nº 02/2025-SEMP/MTE. S


ão 600 vagas gratuitas em quatro cursos presenciais — Piscicultura Sustentável, Ecoturismo, Horta Comunitária e Eco Empreendedorismo —, cada um com 150 horas, aulas três vezes por semana em turnos de três horas, material didático, uniforme, auxílio-transporte e certificação reconhecida pelo MTE para quem concluir com 75% de frequência.


O projeto foi lançado no dia 09/10 e segue com vagas abertas (mas limitadas) para os quatro cursos.


No eixo azul, o projeto prevê a construção de estações de criação de peixes e camarão. Em Pontal, uma estação de tilápia e camarão vai unir a tradição pesqueira local à piscicultura sustentável.


Em Niterói, uma estação de peixes será montada no Parque da Cidade, aproximando a produção aquícola do ambiente urbano e criando um espaço de aprendizado visível para a população. As aulas práticas ocorrem em Lagoinha, Jardim Catarina, Centro de São Gonçalo e Paraíso; em Niterói, no Centro da cidade.


A economia azul não se resume à produção: envolve manejo de tanques, qualidade da água e despesca. É um conhecimento técnico que precisa ser ensinado com método — e é isso que o curso de 150 horas oferece. O aluno aprende a monitorar os parâmetros da água, a controlar a densidade de estocagem, a manejar a alimentação e a fazer a despesca no tempo certo, reduzindo perdas e impacto ambiental.


A isso se somam as 40 horas de Temas Transversais, com comunicação, raciocínio lógico, saúde e segurança, direitos humanos e trabalhistas, relações interpessoais, orientação profissional, responsabilidade socioambiental e letramento digital.


Para quem vive da pesca, a piscicultura sustentável representa diversificação de renda e redução da dependência de safras. Para quem está fora do mercado, é uma porta de entrada em um setor que cresce e exige qualificação. Em ambos os casos, o certificado do MTE é um ativo concreto: abre acesso a crédito, a compradores institucionais e a programas de assistência técnica.


Para Ernani Capilé, coordenador técnico do Instituto GAPOPS, a piscicultura sustentável é uma oportunidade concreta de gerar renda em territórios lagunares e costeiros:


“É uma oportunidade concreta de gerar renda em territórios lagunares e costeiros, unindo o saber tradicional da pesca ao manejo responsável da água e dos animais. Com formação técnica e certificação, o trabalhador passa a produzir com mais previsibilidade, menos desperdício e mais respeito ao meio ambiente”.


A aposta é que a formação amplie a renda das famílias pesqueiras a partir do acesso a novas tecnologias de produção e abra novas frentes de trabalho para quem está fora do mercado formal.


Para dúvidas sobre documentos, critérios de seleção e locais de aula, basta clicar no link do site.


Inscrições pelo WhatsApp (21) 97550-7142 | mteprofissionalizabrasil.com.br

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