São Gonçalo tem mais 32 mortes por Covid-19 em quatro dias
- Jornal Daki

- 15 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
De segunda até quinta (15) município registrou aumento de mortes após um semana em queda. Avanço etário na vacinação dá falsa cobertura contra a doença
Cláudio Figueiras

O governo Nelson Ruas (PL), que divulgou no início desta semana covidímetro indicando queda acentuada de casos fatais de Covid-19 em São Gonçalo, registrou na tarde desta quinta (15) mais 10 óbitos pela doença. De segunda até hoje já são 32 mortes, somando 2.826 vítimas desde março de 2020, início da pandemia.
Do total, 1.822 mortes ocorreram na gestão do ex-capitão reformado da PM desde à sua posse, em 1 de janeiro deste ano, quando assumiu o bastão do ex-prefeito José Luiz Nanci (Cida), que contabilizava em sua administração 1.004 óbitos confirmados por covid.
A taxa de mortes por 100 mil habitantes continua alta no município: 256/100 mil, embora muito similar à média nacional de 255/100 mil, e abaixo da taxa de mortalidade do estado do Rio, de 330,6/100 mil habitantes, a mais alta, não só da região Sudeste, mas de todo o país, que já contabiliza 537.394 mortos. O Rio, até dados desta quarta, já contava com 57.075 mortos.

No decreto publicado em 5 de julho, o governo Nelson Ruas praticamente levantou todas as restrições sanitárias existentes no município, mantendo apenas o limite prudencial de ocupação dos estabelecimentos comercias em 50%. O que, na prática, não é respeitado.
Embora o avanço vacinal seja real na cidade, os números apresentados pela própria Secretaria de Saúde indicam que boa parcela dos grupos prioritários com idades acima dos 40 anos não foram vacinados. O que possibilitou o avanço etário no programa de imunização, dando uma falsa sensação de cobertura homogênea contra a Covid-19.
Fato que deve ser levado a sério pelas autoridades sanitárias frente à variante Delta, mais contagiosa, mortífera e que não se sabe exatamente se é combatida com eficácia pelas vacinas disponíveis no Brasil: Coronavac, AstraZeneca, Pfizer e Jansen.
No mesmo boletim desta quinta, registra-se 5.307 pessoas em quarentena domiciliar, isto é, com sintomas da Covid, e 90 óbitos em investigação. Uma clara tendência de alta comparando boletim a boletim divulgados nesta semana após lapso de tempo de 14 dias. E números que podem indicar que um novo pico de infecções e mortes pode estar para acontecer.
Todo cuidado, ainda é pouco.















































































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