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A pedido de Flávio, Kassio Nunes censura 'Exército do Lula' no WhatsApp

há 4 horas
2 min de leitura

Presidente do TSE determina que o WhatsApp retire o canal "Exército do Lula" em até três horas; suspensão vale até a homologação do resultado do segundo turno. Janones classifica decisão como censura


Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Reprodução
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Reprodução


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) que o WhatsApp suspenda, no prazo de três horas após a notificação, o canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A decisão atende a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que acusa o parlamentar de utilizar o canal para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura. A suspensão deverá permanecer até a homologação do resultado do segundo turno das eleições.


O canal de Janones já reunia mais de 3 milhões de usuários e era uma das apostas da campanha de Lula para mobilizar a tropa digital. A decisão do ministro, entretanto, atropelou uma determinação anterior do corregedor-geral eleitoral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. No sábado (10), Cueva havia dado prazo de 72 horas para que Flávio Bolsonaro esclarecesse os pedidos apresentados em uma ação contra o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o deputado federal André Janones (Rede-MG).


Nas redes sociais, Janones classificou a decisão como censura e afirmou que não deixará de mobilizar seus apoiadores.


"A censura já começou, mas eles vão sentir agora a força de três milhões e trezentas mil pessoas unidas. Nós não vamos nos calar, nós vamos continuar", disse. O deputado também afirmou que foi proibido de criar outro canal, o que classificou como uma medida sem justificativa.


"Vocês venceram a batalha, mas a guerra não venceram", declarou.


Janones anunciou ainda que pretende criar uma comunidade no Instagram para manter a mobilização dos seguidores após a suspensão do canal no WhatsApp.


A Folha procurou a campanha para comentar após a decisão, mas ainda não houve retorno. Mais cedo, em conversa com a imprensa neste domingo, o ministro Sidônio Palmeira criticou a campanha de Flávio Bolsonaro por ingressar com ação questionando o canal.


"É um grande absurdo entrarem nisso, demonstração de medo", disse ele, antes da decisão de Kassio.


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