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Justiça mantém presa diretora de presídio flagrada com 70 kg de comida

há 15 horas
2 min de leitura

Servidora do Instituto Penal Oscar Stevenson responderá por peculato após denúncia sobre desvio de alimentos do local

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Justiça manteve presa preventivamente Graça Maria Silva de Souza, diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio, suspeita de desviar alimentos da unidade prisional feminina. A servidora foi flagrada com cerca de 70 quilos de produtos no porta-malas do carro e acabou afastada do cargo após uma denúncia de irregularidades. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) defendeu a manutenção da prisão durante a audiência de custódia, realizada nesta quinta-feira (22).

A abordagem ocorreu após uma denúncia sobre possíveis irregularidades na destinação dos alimentos. A ação contou com equipes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) e da Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), que monitoravam o caso.


No veículo, os agentes encontraram carnes, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados. Segundo as apurações, os produtos teriam saído do presídio sem nota fiscal, autorização administrativa, termo de saída ou outro documento que justificasse o transporte.


Graça foi encaminhada à 21ª DP (Bonsucesso), onde acabou autuada em flagrante por peculato, crime relacionado ao desvio ou à apropriação de bens por funcionário público em razão do cargo.

Durante a audiência de custódia, o Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia do MPRJ (NACAC) pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva para garantir a ordem pública. O órgão destacou a gravidade dos fatos e a posição ocupada pela investigada, que teria se aproveitado do cargo para retirar alimentos públicos destinados às pessoas privadas de liberdade e aos servidores da unidade. A Justiça acolheu o pedido.


Além do afastamento da diretora, a Seppen instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar sua conduta na esfera administrativa.


Em nota, a secretaria declarou que “não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores” e mantém ações permanentes de combate a essas práticas por meio da Corregedoria e da Ssispen.

*Com informações O Dia

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